12.3.15

Never A Bride (11/27)

Título: Noiva Jamais
Resumo: Quando um jornal publica uma falsa notícia de noivado entre Oliver Queen e Chloe Sullivan, e todos os seus amigos ficam animados, Chloe e Oliver decidem fingir um falso noivado e terminar, para provar a seus amigos o quão errados eles são um para o outro. Porque eles vão terminar, certo?
Autora: the_bluesuede
Classificação: NC-17
Categoria: Romance/Humor.
Banner: dandiandi22
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Nota: Esta tradução foi sugerida pela Ciça. 



"Eu tenho que dizer, acho que vocês dois formam o casal mais fofo de todos os tempos."

"Oh, Katherine", Lois revirou os olhos. "Você disse isso para todo mundo aqui." Estavam todos sentados ao redor de uma mesa num bar e restaurante, e Katherine falava para Chloe e Oliver. 

"Ela diz isso pra todo mundo agora", Victor explicou. "O clima romântico a cegou de todas as falhas do mundo", brincou.

Katherine deu risada ao comentário de Lois e então suspirou. "Verdade. Mas, Vic, você tem que admitir que esses dois parecem 'photoshopados'. Com o cabelo loiro e tudo."

"Oh, Deus, cuidado", Chloe respondeu, pegando seu chá gelado. "O ego dele já é grande demais."

Oliver deu risada, e estava prestes a fazer um comentário que deixaria Chloe com certeza desconfortável, mas Barbara interrompeu. Ela estava sentada do outro lado e estreitando os olhos para ele. "Oliver, o que é isso em sua testa?" ela perguntou, inclinando-se um pouco. 

Oliver levou a mão à testa e então se lembrou do que acontecera. Ele se virou para Chloe. "Eu não sei. Do que ela está falando, querida?" ele perguntou a ela, seu tom mostrando a ela que ele sabia bem a razão. E claro, ao olhar com atenção, havia ali um leve e muito pequeno machucado. Bem onde o salto de seu sapato o atingira. Ela arregalou os olhos, mas se recuperou logo.

"Ah você sabe, querido. É de quando você bateu a cabeça mais cedo. Na porta. Você precisa começar a olhar por onde anda."

"Sutil, Ollie", AC deu risada enquanto Oliver mandava um olhar sutilmente irritado a Chloe.

"Então, quais os planos para o trabalho, Vic?" Dick perguntou casualmente, dando uma mordida no hambúrguer.

Victor deu de ombros. "Bem, tem um técnico assistente que vai cuidar das coisas enquanto estou fora", ele explicou. "E então eu volto antes do feriado de Ação de Graças."

"O que você faz mesmo, Victor?" Oliver perguntou, tirando sua atenção da vontade de espetar Chloe com seu garfo.

"Eu sou técnico do time de futebol americano da Met U."

"O time parece estar indo bem este ano", Clark comentou. "O novo capitão precisa entrar no jogo", ele acrescentou.

Victor deu de ombros. "Sim, bem, não é como se ele fosse você, é?"

"Clark jogou pela Met U", Lois explicou para Oliver. "Foi o melhor capitão que já tiveram", ela acrescentou um pouco orgulhosa, deslizando a mão pelo braço de Clark. Clark sorriu pra ela.

Era uma das belezas do relacionamento deles, Chloe pensou, observando-os. Clark, apesar de seu status de celebridade como atleta, era tímido a ponto de quase ficar vermelho quando falava de si mesmo. Isso se devia a uma boa criação. Jonathan e Martha Kent criaram o filho para ser modesto e educado. E então havia Lois, que estava mais do que feliz em andar rua acima e abaixo exibindo Clark Kent. Eles se completavam.

Ela olhou para Oliver pelo canto do olho. Como todo mundo naquela mesa poderia achar que eles eram uma combinação perfeita, ela não entendia, e estava ali presa com aquele... ego photoshopado.

O telefone de Katherine tocou e ela momentaneamente saiu da mesa, deixando todo mundo discutir futebol. Quando ela se virou, tinha uma expressão exasperada.

"O que foi?" Oliver perguntou, vendo o rosto dela.

Ela balançou a cabeça. "O carro não apareceu no aeroporto para pegar minha mãe. Ela está presa lá." Ela olhou para o relógio. "E precisamos estar na igreja para encontrar o reverendo, Vic."

"Chloe e eu podemos ir buscá-la", Lois se voluntariou imediatamente. "Íamos para o hotel bater papo, mas podemos fazer isso no carro."

Chloe assentiu prontamente. "Claro. Sem problema."

Katherine pareceu aliviada. "Obrigada", ela disse sinceramente. "Vocês têm certeza?"

"Claro", Lois disse alegre, Chloe já procurando a chave na bolsa.

"Vocês querem que Oliver ou eu vamos junto?" Clark ofereceu antes de Oliver ter a chance.

"Sim, um de nós pode ir junto", Oliver disse, embora secretamente, não estivesse gostando da ideia de ficar preso num carro com Chloe de novo, mesmo com Lois presente.

"Não", Lois os dispensou. "Precisamos de um tempo para a gente."

__________

No carro, Lois estava checando seu telefone e mal falando, o que, considerando quem ela era, era um pouco surpreendente.

"O que você está fazendo?" Chloe perguntou curiosa, olhos ainda na estrada.

"Trabalhando."

"Lois!" Chloe bronqueou.

Lois deu de ombros. "Olha, tendo que planejar o casamento e apoiar Clark, está bem difícil para mim. Eu não vou deixar a senhorita-você-está-grávida tomar meu lugar porque eu estou fora um fim de semana", ela disse, apertando os botões do celular com um pouco mais de força.

"Senhorita Quem?" Chloe perguntou curiosa, humor em seu rosto.

"Cat-maldita-princesa-Grant. A  senhorita-chatice viu meu anel de noivado e a primeira coisa que ela perguntou era se Clark tinha me engravidado", Lois grunhiu.

Chloe deu risada. "Uau. Elegante."

"Ela não é?" Lois concordou.

"Ela está competindo com você no trabalho?"

"Por favor." Lois bufou. "Competindo? Ela? Ela não saberia dar notícias nem que elas fossem servidas junto com cookies em uma bandeja."

Chloe ergueu a sobrancelha. "Mmhmm. E é por isso que você está tentando destruir seu celular?" ela brincou.

Lois revirou os olhos. "Certo. Ela fica tentando me ofuscar. Não que esteja funcionando, mas eu não posso deixá-la ganhar espaço. Enfim, algumas vezes é difícil considerando o quanto Clark e eu estamos ocupados, especialmente com a carreira dele. Mas tenho certeza que você compreende", ela acrescentou.

"O quê? Oh. Sim, claro." Chloe corrigiu. Por um momento ela esqueceu de seu falso noivado.

Lois parecia estar refletindo por um momento -- o que nunca era um bom sinal -- e finalmente decidiu falar. "Posso te perguntar uma coisa sobre a qual eu sei que você não quer falar?"

Chloe olhou para Lois desconfiada pelo canto do olho. "Claro", ela disse cautelosa.

"O que Oliver falou quando você contou a ele sobre... bem, você sabe?"

Chloe franziu a testa. "Contei o que pra ele?"

Lois se mexeu, um pouco desconfortável. "Bem, seu... passado."

Desta vez Chloe ergueu a sobrancelha e olhou para Lois enquanto acessava a rampa que levava ao aeroporto. "Passado do quê?" ela perguntou. "Da minha antiga vida de prostituta?"

Lois revirou os olhos. "Claro que não. Estou falando do que aconteceu com... seus ex-namorados?"

Chloe ficou bem quieta ao perceber do que Lois estava falando. "Eu não contei a ele", ela respondeu apenas, não interessada em discutir o assunto.

Lois estreitou os olhos. "Ele deveria saber, Chloe."

"Não há absolutamente nenhuma razão para ele saber."

"Ele é seu noivo, e você deveria--"

"Lois, é minha vida.  Oliver sabe que eu tive tais namorados e eu sei que ele também teve algumas namoradas. Eu não vou perguntar sobre os relacionamentos passados, e eu não vejo porque tenho que jogar meu passado nele."

"Chloe", Lois bronqueou, chocada pela primeira vez na vida. "Ele é seu noivo. Você deveria ser honesta com ele. Ele deveria te ajudar com o passado e você deveria ajudar com o dele. Isso é amor. Eu... você tem certeza que vocês dois estão prontos para casar?" ela disse de repente.

O coração de Chloe pulou. Ela abriu a boca para dizer alguma coisa e a fechou. Aquilo era exatamente o que eles queriam. Ela deveria encorajar a noção de que ela e Oliver não eram certos um para o outro. E ela não podia usar uma oportunidade melhor do que aquela.

Mas ela não conseguiu. E não porque de repente se sentisse apegada a Oliver. Era ela. Era... toda a dor que de repente a preencheu.

Embora ela não conseguisse perceber, muito menos explicar para Lois, o problema era admitir a verdadeira razão de não querer mais sair com ninguém. Ela ainda estava ferida de certo modo, ainda se recuperando do jeito que não conseguia ter um relacionamento saudável como todo mundo.

Então em vez de discutir com Lois para provar que ela e Oliver não se completavam como todo mundo parecia pensar, e em vez de concordar em trabalhar seu falso relacionamento, Chloe não disse nada, e elas continuaram o caminho em silêncio.

__________

"Ei, Queen. Eu preciso falar com você."

Oliver arfou quando viu Lois entrando no hotel em sua direção. "Algum problema, Lois?"

Ela parecia determinada, o que o deixou nervoso. Qualquer homem com senso de autopreservação ficaria nervoso com Lois Lane lhe dando aquele olhar. Ela caminhou direto até ele e cruzou os braços. "Você precisa conversar com Chloe sobre os ex-namorados dela", ela falou de uma vez.

"Eu... o quê?" ele perguntou, honestamente confuso, dando um passo atrás por precaução.

Lois olhou para o teto. "Eu não posso falar. Não é da minha conta--"

Oliver tinha a forte suspeita de que era extremamente doloroso para Lois dizer aquelas palavras.

"--mas é importante." Ela encontrou o olhar dele. "Ela é minha prima e eu confio em você, o que realmente significa alguma coisa."

Ele se mexeu com certa culpa, mas Lois estava numa missão e não notou, e ele não pôde deixar de ver que ela estava visivelmente preocupada.

"Ela só... Chloe tem um passado, ok, e eu acho que ela está tentando esconder de você porque ela tem vergonha ou tem medo do que você vai pensar ou... eu não sei. A questão é, você precisa deixar claro pra ela que... que--" Ela parou e balançou a cabeça. "Não é da minha conta", ela murmurou. "Só... tente fazê-la se abrir e falar sobre isso, ok? Porque a não ser que ela faça isso, vocês dois não estão prontos para casar, ok?"

Oliver ergueu as sobrancelhas. O que quer que fosse, era sério, e ele não podia imaginar o que poderia deixar Lois tão consternada, ou o que poderia possivelmente haver no passado de Chloe que causasse tanta angústia. Antes que ele pudesse responder, no entanto, Clark apareceu no final do corredor.

"Aí está você, Lois", ele disse, vendo sua noiva conversar com Oliver. "Eu estava me perguntando o que tinha acontecido com você. Oliver", ele acrescentou em cumprimento. "Vocês estão prontos?" ele perguntou.

"Claro, Smallville", Lois sorriu, deixando suas preocupações de lado quando viu Clark. Ou elas estavam sumindo? Oliver se perguntou brevemente, vendo o jeito que o corpo de Lois genuinamente relaxou enquanto desabotoava o primeiro botão da camisa de Clark e arrumava seu colarinho. Por um momento ele sentiu um pouco de inveja do que Lois e Clark tinham.

"Onde está Chloe?" Clark perguntou.

"Ela estava--"

"Presente!" Chloe respondeu, saindo do quarto e aparecendo ao lado de Oliver.

Oliver ergueu as sobrancelhas. Ela estava usando um jeans apertado e saltos altos com uma blusa que deixava as costas descobertas. Ela não está usando sutiã? ele pensou, a garganta apertando. "Você está linda", ele disse. "Realmente linda." Provavelmente a segunda frase não era necessária.

Chloe ficou vermelha e cruzou os braços. "Obrigada", ela sorriu sem jeito antes de se desculpar por estar atrasando o grupo. "Então, onde está todo mundo?"

Lois checou o telefone. "Acho que todo mundo está descendo."

Oliver não pôde deixar de notar que Chloe estava evitando seu olhar enquanto desciam as escadas. Tinha algo a ver com o que Lois dissera? Ele se encontrou vagamente incomodado que ela estivesse escondendo algo importante dele. Não deveria. Afinal, eles não deviam nada um ao outro. Afinal, não estavam realmente noivos, nem nada. Ela podia ter seus segredos. Mas ela tinha se tornado incrivelmente interessante agora. Ele se encontrou com dificuldade em imaginar que qualquer homem pudesse causar tanto dano a uma fortaleza emocional como era Chloe Sullivan. Então, o que quer que tivesse acontecido deveria ser realmente algo muito grande.

O grupo que foi para o Clube naquela noite excluía Dick, Bart e Courtney, além de Barbara, que não tinha idade para entrar. Bart insistiu que conseguiria facilmente identidades falsas, mas Chloe e Katherine cortaram a ideia imediatamente. Particularmente por Barbara ser filha de um comissário da polícia. Katherine e Chloe não queriam ter que explicar a Jim Gordon porque sua filha havia sido pega em um clube para maiores de 21.

Diana e Bruce só chegariam no outro dia, então o grupo era composto de Chloe e Oliver, Lois e Clark, Dinah e AC, e claro, Katherine e Victor, embora o último casal insistisse que iriam pra casa cedo, pois ainda tinham muito o que fazer para o dia seguinte.

Chloe se permitiu um momento para se acostumar ao lugar quando chegaram. Não importa quem tivesse se tornado, clubes não eram realmente sua cara. A música alta, as luzes, os corpos colados... era como esperar um ataque epilético.

Mas quando Lois lhe entregou uma bebida antes de arrastá-la para a pista de dança, ela não pôde deixar de relaxar um pouco e se permitir entrar no ritmo da música, quando ela, Dinah e Lois dançaram por um tempo. Os homens se juntaram a elas e ela sentiu a mão de Oliver em seu braço. Ela olhou para ele surpreso enquanto ele lhe entregava outra bebida. A música estava muito alta para conversar, mas a intenção dele estava clara em seu olhar. 

Temos que ser convincentes, Chloe pensou, olhando para os outros. Dinah segurava os ombros de AC enquanto tentava gritar alguma coisa em seu ouvido. Lois dava um olhar carinhoso a Clark enquanto tentava fazê-lo se soltar na dança -- uma eterna batalha. Katherine e Victor dançavam completamente alheios ao que acontecia ao redor.

Oliver lhe deu um sorriso tranquilizador enquanto tilintava seu copo no dela e os dois tomavam algo com sabor de menta. O movimento a relembrou da noite que passara no apartamento dele com a garrafa de vodca, e por um breve momento ficou feliz que se fosse fazer uma coisa maluca, ia fazer com alguém como Oliver. Ele pegou o copo dela e colocou os dois no bar, passando uma mão por seu quadril e a puxando contra seu peito como se tivessem feito aquilo uma centena de vezes.

Porque tem que parecer que fizemos, Chloe se relembrou enquanto sentia a adrenalina aumentar com a intimidade. De alguma maneira era diferente de um ocasional estranho que ela conhecia numa noite qualquer, ou dançando uma valsa com Harvey Dent. Ela estava começando a pensar em Oliver como um amigo em algum nível, porém, por mais que não gostasse de admitir, ter um amigo a segurando do jeito que ele fazia agora estava... fazendo seu pulso acelerar. Era muito íntimo.

Mas não é ruim, o pensamento cruzou sua mente. Ela culparia o álcool, mas ainda não estava bêbada. Talvez fosse verdade que homens eram visuais e mulheres, táteis. Porque os dedos dele subindo por seu braço estava fazendo-a tremer e o jeito que seu corpo curvou era bom. Por todo problema que homens traziam, aquele tipo de coisa era bom, ele a segurando e tocando e fazendo-a se sentir como um objeto de desejo. Ela sentiu o estômago pular quando os dedos dele pressionaram sua barriga em função da música. Ela deitou a cabeça no ombro dele, virando-se para ter certeza que ele não veria seu rosto. Mas ela sentiu o cheiro do perfume com o movimento, e fechou os olhos. Deus, ele cheirava tão bem.

Ela se perguntou o que ele estava pensando enquanto a música os atravessava. Imaginando que ela era outra pessoa? Pensando como dariam risada por terem sido tão convincentes? De repente ela percebeu que não queria saber quais os pensamentos dele no momento. Era melhor deixar a música os levar embora. Em vez de pensar, ela fingiu que não estavam apenas enganando as pessoas, que ele era alguém que ela de fato conhecia, confiava e até queria. Ela mordeu o lábio quando sentiu uma dor se formando em algum lugar dentro dela, irracionalmente desejando que ele pudesse acalmar o repentino desejo de sentir os lábios dele pressionados ao seu ombro e clavícula. Sem se preocupar em como ele reagiria se soubesse no que ela estava pensando.

Ela não tinha como saber que a mente de Oliver estava na verdade mais engajada do que ela imaginava. Ele nunca teve o hábito de ficar pensando em coisas básicas como o toque de uma mulher. Era prazeroso e ele era bom naquilo. E ele estava gostando da possibilidade de Chloe Sullivan ser de fato humana. Era mais do que apenas conhecê-la ou descobrir o que acontecia, o que havia por trás da imagem fria e calculada. Era uma noção simples de que talvez ela respondesse aos homens como qualquer outra mulher, uma vez que tivesse as barreiras vencidas, enfim. Sem perceber que tinha decidido fazer isso, ele se encontrou numa missão para descobrir quais eram seus 'botões' e como pressioná-los. Que tipo de toque a fazia suspirar? Fechar os olhos? Pressionar-se contra ele? Mudar o ritmo de sua dança? Ele se forçou a resistir a tentação de correr os lábios pela pele nua de seu ombro -- uma ação que ela com certeza o faria pagar depois.

Ele sucumbiu ao desejo mais tarde naquela noite quando os dois tinham bebido mais, e o tremor que atravessou o corpo dela foi o pagamento perfeito. Ele pressionou o rosto no cabelo dela e inspirou um cheiro picante e cítrico que o fez segurá-la com mais força. Como, seu cérebro repleto de tequila se perguntou, Chloe Sullivan seria na cama? Antes daquela noite ele poderia pensar que ela era controlada e direta, mas experimentando o jeito como ela o permitiu manipulá-la enquanto dançavam, ele suspeitava que seria mais do que simplesmente aquilo. Ela era uma mulher complexa e embora demonstrasse controle, ele suspeitava que ela queria abrir mão disso, queria deixar alguém no controle de vez em quando. Apenas não havia ninguém em quem ela confiasse para fazer isso. Poderia até ser saudável pra ela aprender a confiar em alguém.

Era realmente muito ruim que ela tivesse criado a regra de não haver sexo, ele pensou distraidamente, movendo uma mão perigosamente sobre sua coxa, sentindo os músculo sob sua palma retesarem em resposta. Afinal, sexo não tinha que significar nada. Podia ser primitivo, instintivo, a exploração de desejos mútuos. Isso certamente acrescentaria um novo nível de diversão à pequena farsa. Ele se perguntou o quão difícil seria persuadi-la a esquecer a regra.

Afinal, os dois eram adultos. Enquanto estivessem fingindo estar noivos, por que não desfrutar da companhia um do outro?

Mas instintivamente ele sabia que aquele não seria o jeito certo de tentar persuadi-la. Numa discussão lógica, ela o venceria todas as vezes, só por teimosia.

Não, teria que ser daquele jeito, como se estivessem dançando. Ela teria que sucumbir ao que sentia em vez do que pensava.

E de repente aquilo era um novo desafio, e ele não sabia o que o fez cruzar a linha do pensamento para de fato tentar, mas ele queria saber se conseguiria seduzir Chloe Sullivan.

______
DOZE

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9 comentários:

  1. Uhhhhhhhhhhhh, nada como um roça-roça ao som de bate-estaca somado a um pouco de ácool pra desinibir nosso casal... huahauahuahauahuaha

    Alguém aí quer pipoca???? kkkkkkkk

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    1. Opa, passa a tigela!!!!! rs...

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  2. ÁLCOOL, minha gente, áLcool...
    Acho que minha pipoca tava batizada. kkkkk

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    1. Nossa, acho que de todas nós, tenho certeza que ngm percebeu, eu mesma só percebi pq você falou, rs...

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    2. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Ninguém mesmo, Sofia!! Acho que com este final é até compreensivo!!

      GIL

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  3. GENTE, esse capítulo deixou um SUPER gosto de quero mais!
    (e de "quero Oliver") :P


    Aline

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    1. Haha, assino embaixo Aline!!!!

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  4. Geeeeente, hot ou não esse final? Tão hot de esquecer a pipoca e correr atrás de um pote de soverte!!!

    E este Oliver, hein, já planejando quebrar as regras... a Chloe não vai ter a menor chance! rsrs

    GIL

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    1. Rs... Pois é, uma vez que ele decidiu isso, que chances tem a pobrezinha?

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