27.12.11

Trick or Treat (7/10)

Especial: Chlollieween
Título: Travessuras ou Gostosuras?
Nota: Esta história começa no episódio Thirst e segue AU depois disso, Chloe não está com Jimmy e Ollie nunca esteve com Lois. Começa no Halloween, mas o tema não é somente esse.
Autoras: chloeas e dl_greenarrow
Classificação: PG-13
Anterior: Um - Dois - Três - Quatro - Cinco - Seis




Chloe refletiu sobre o que fazer por um longo momento enquanto estava no banheiro, por um lado ela não queria que Oliver achasse que ela estava brava com ele, mas por outro lado, não queria que ele suspeitasse que ela sabia seu segredo. Respirando fundo, ela acenou para chamar atenção do homem que tinha visto conversando com Ollie e quando ele explicou a ela, ela simplesmente pediu pra ele embrulhar a comida e deixou o restaurante alguns minutos depois. Ela também queria saber o que estava acontecendo afinal.

Com a sacola de comida na mão, ela foi em direção ao banco, que era do lado oposto da direção de seu dormitório. A situação parecia já estar sob controle, carros da polícia ainda estavam lá, mas pelo que podia ver, os refém estavam saindo e os assaltantes estavam algemados, e melhor ainda, não havia sinal de Clark ou Oliver.

Ela olhou para o telhado do banco, no entanto, e podia jurar ter visto alguma coisa, ou melhor, alguém se movendo ali, mas quando não conseguiu ter certeza, ela recomeçou a andar.

Oliver estava parado no telhado do restaurante em sua roupa de Arqueiro Verde, numa posição em que tinha certeza que ninguém podia vê-lo. Ele deixou cinco flechas voarem - o suficiente pra pegar todos os assaltantes, e todas as cinco não só foram paradas, mas dobradas ao meio. Ele tinha visto um flash de alguma coisa pelo canto dos olhos e se suas suspeitas estivessem corretas, tinha tido seu primeiro 'encontro' com o Borrão Vermelho e Azul de Metrópolis.

Ele observou enquanto os policiais levavam os assaltantes algemados para as viaturas e os levavam embora.

Então ele olhou de novo na direção do restaurante e para a Torre do Relógio. Ele se encolheu. Quase uma hora tinha se passado. Seu peito apertou um pouco. Então lá tinha ido sua chance com Chloe. Mulheres não costumavam gostar de serem deixadas pra trás em encontros.

Suspirando suavemente, ele deixou os ombros caírem. Podia muito bem passar o resto da noite patrulhando, ele pensou, apesar de seu ombro estar queimando.

Ele ia viver.

Era sempre assim.

Chloe estava na metade do caminho do dormitório e seus pés estavam lhe matando, ela não contava em ter que dar mais do que cinco passos com aqueles sapatos. Suspirando, ela parou e olhou para o prédio de novo, também vinha esperando que pelo menos o Arqueiro Verde a visse e parasse pra dizer boa noite, mas aparentemente ele estava muito ocupado.

A única coisa que ela ouviu foi o barulho de flechas, seus olhos arregalando enquanto se virava e não via ninguém além de dois homens pressionados contra a parede, um tinha deixado uma faca cair e Chloe olhou pra ele por um segundo antes de se abaixar e pegar a faca. "Acho que vocês irritaram alguém", ela deu um risinho para os homens.

Oliver desceu silenciosamente até o chão atrás dela. "Eu sabia que você era um imã pra problemas", disse com um risinho, sua voz distorcida.

"Sorte a minha você sempre estar por perto", ela disse, olhando para os dois homens parados e dando um risinho para o Arqueiro Verde, seu coração pulando uma batida quando percebeu que sim, ele estava de olho nela. Ele se importava o suficiente pra isso.

"Alguém precisa ficar de olho em você", ele brincou, olhando para os dois homens. "Não se preocupem. Vocês não vão ficar aí por muito tempo. Os policiais já estão a caminho."

"E eu vou ficar com isso", Chloe disse, colocando a faca na bolsa. "Souvenir", ela disse aos homens.

Oliver deu um risinho de novo, se divertindo com o sarcasmo dela. Sem dúvida - Chloe Sullivan não era uma mulher comum. Nem um pouco.

Chloe se virou para Oliver, e sorriu pra ele. "Obrigada", ela disse. "Mas acho que você não precisa ficar até os policiais chegarem."

"Nem você", ele disse.

"Eu não vou", ela disse, sorrindo e arrumando a bolsa e a sacola de comida. "Eu tenho um quarteirão e meio pra andar." Ela disse a ele, desejando que ele fosse com ela, embora não tivesse certeza se era uma boa ideia ele ficar andando tão perto do campus.

Ele a considerou por um momento. "Você pode se meter em um monte de problemas em um quarteirão e meio. Quer uma carona?"

Os olhos dela brilharam à oferta e ela olhou pra ele, assentindo. "Se você não estiver muito ocupado... meus pés estão meio que me matando."

Involuntariamente, ele correu os olhos por ela. "Parece que alguém tinha planos pra esta noite."

Certo, ela deveria estar triste porque ele a deixou, respirando fundo, Chloe assentiu e olhou pra si mesma. "Tinha mesmo..."

Ele se encolheu a isso. "Perda dele", ele disse, sua voz mais baixa que antes.

Chloe assentiu um pouco e deu de ombros. "Ele é um cara realmente legal, acho que ele não sairia daquele jeito sem ter um bom motivo."

Oliver parou. "Não se ele for um pouco inteligente", ele concordou. "Vamos levar você pra casa."

"Obrigada", Chloe disse a ele, aproximando-se.

"Onde estamos indo?" ele perguntou, embora já soubesse. Ele passou um braço ao redor de sua cintura.

Ela passou o braço livre ao redor do pescoço dele. "MetU, dormitórios da ala norte."

Assentindo, ele atirou um cabo até o prédio do outro lado da rua e eles foram puxados pra cima até os telhados.

Chloe o segurou com força, prendendo a respiração, mas dessa vez ela manteve os olhos abertos.

Ele sorriu enquanto a colocava no telhado cuidadosamente, suas mãos descansando nos quadris dela.

Ela olhou pra ele mas não o soltou, meio que podia ver seu queixo e sabia que ele estava sorrindo. "O que é tão engraçado, Arqueiro?"

"Nada", ele disse, seu sorriso aumentando um pouco. "Qual prédio é o seu?"

Embora ela soubesse que ele sabia, teve que olhar ao redor para se localizar, não estava acostumada a ir para seu quarto via telhado, afinal. "Aquele ali", ela disse, apontando para o prédio de frente para o que eles estavam.

"É sua aquela janela aberta?" ele perguntou, erguendo a sobrancelha.

Chloe piscou à questão e assentiu, olhando pra ele, só porque ela não queria que ele visse seu quarto bagunçado. "Segundo andar."

Ele atirou um cabo até a janela dela e sorriu, passando o braço ao redor dela mais uma vez. "Segura", ele disse antes de voar com ela pela linha diretamente até seu quarto.

Ela se encolheu no segundo em que tocaram o chão porque seu quarto estava ainda pior do que ela se lembrava e desta vez, ela não podia culpar Clark por isso. "Na verdade, hm, o quarto não é sempre assim", ela mentiu enquanto relutantemente soltava o braço que estava ao redor do ombro dele.

"Quarto bagunçado não é crime", ele disse com diversão enquanto a colocava no chão. "Mas você tem que tomar mais cuidado ao deixar a janela aberta. Nunca se sabe quem pode entrar."

"Eu estou no segundo andar", ela disse, observando-o atentamente. "Não são muitas as pessoas, além de talvez você, que podem entrar no meu quarto."

"Melhor prevenir do que remediar", ele disse sinceramente, indo para a janela mais uma vez.

Chloe colocou a sacola de comida e a bolsa na cama e então franziu a testa quando viu ele saindo. "Arqueiro?"

Ele parou, virando-se para olhar pra ela. "Sim?"

"Obrigada", ela disse de novo, sorrindo. "Pela carona e por continuar me salvando."

Um sorriso tocou seus lábios. "O prazer foi meu", ele disse, acenando pra ela antes de desaparecer.

Ela foi até a janela e observou ele voltar para o telhado, sorrindo e respirando fundo, só esperava que seu alter ego não se sentisse tão mal por tê-la deixado sozinha e ligasse pra ela de manhã.

***

Embora estivesse de pé desde as sete da manhã seguinte, ele esperou até quase meio-dia antes de finalmente pegar o telefone e ligar pra ela, mordendo a parte interna da bochecha incerto, dedos tamborilando sobre a mesa.

Chloe suspirou, olhando feio para o laptop em sua mesa na Tribuna e pegando o telefone sem olhar o visor. "Sim?"

Ele ficou em silêncio por alguns segundos. "Chloe?" Havia incerteza em sua voz. Ela não parecia nervosa quando ele a tinha acompanhado até em casa como Arqueiro Verde na noite anterior, mas quem sabia como ela realmente se sentia?

Ela parou quando reconheceu a voz dele e se levantou instantaneamente. "Oh, oi", ela disse, saindo da Tribuna rapidamente sem dizer o nome dele de propósito já que não queria seus colegas prestando atenção em sua conversa.

"Eu realmente sinto muito sobre ontem", ele disse sinceramente. "Houve uma emergência no trabalho--"

Chloe sorriu suavemente a isso e respirou fundo. "Eu meio que imaginei..."

"Eu realmente não queria sair", Oliver disse.

Ela apertou os lábios, refletindo sobre a melhor resposta, ela deveria estar brava com ele, ou pelo menos, ele esperava isso, mas era difícil fingir quando ela sabia a verdade. "Por que você não voltou?" Ela perguntou, sentindo-se mal por fazê-lo se sentir mal.

Seu peito apertou um pouco. "Foi uma noite longa", ele disse, culpa em sua voz. "Eu sinto muito não ter voltado, Chloe. Eu espero que você possa me perdoar e me dar uma chance de compensar isso pra você."

Ela sentiu o próprio peito apertar também, e não conseguia fazê-lo se sentir ainda pior. "Ok", ela concordou.

"Sério?" Ele arregalou um pouco os olhos.

"Sim", ela não pôde deixar de sorrir à surpresa na voz dele. "Quer dizer, você é um cara ocupado e pelo menos você pagou a conta antes de sair", ela brincou.

Um sorriso puxou sua boca. "Talvez pudéssemos tomar um café amanhã?" ele sugeriu.

Bom, pelo menos era durante o dia, havia menos chance dele sair numa emergência, ela só sentia muito não poder vê-lo antes. "Ok, parece ótimo. Que horas?"

"Você escolhe a hora e o lugar. Que tal?" Ele sorriu um pouco mais.

Chloe podia ouvir a animação na voz dele e não pôde impedir as borboletas em seu estômago. "Onze e meia e eu faço reserva em algum lugar?" Ela sugeriu.

"Ótimo", ele disse, relaxando na cadeira mais uma vez.

"Ok", ela sorriu, mordendo o lábio inferior. "Te vejo amanhã, então."

"Certo. Só me liga ou manda uma mensagem quando você decidir o lugar", ele parou. "Você está em casa?"

"Ok", ela disse e então balançou a cabeça. "Não, eu estou na Tribuna", ela parou. "Você?"

"Na minha casa", ele admitiu.

"Oh, não vai trabalhar hoje?" Ela perguntou curiosa.

"Não até de noite", ele disse.

Chloe deu um pequeno risinho a isso, aparentemente ele estava tirando o dia de administrador de folga. "Legal, normalmente você trabalha durante a noite?" Ela não se conteve.

Oliver parou, franzindo um pouco as sobrancelhas. "Mais do que os outros diretores administrativos?"

"Entendi", Chloe disse a ele, sorrindo. "Eu também ia preferir trabalhar durante a noite do que durante o dia."

"É?" Ele inclinou a cabeça para o lado enquanto usava um de seus outros telefones para mandar uma mensagem.

"Sim", ela disse a ele. "Sou mais produtiva à noite."

"Isso é uma coisa jornalística ou só uma coisa Chloe Sullivan?" ele perguntou curioso, um sorriso puxando sua boca.

"Uma coisa Chloe Sullivan", ela disse. "Normalmente eu sou a última a sair do trabalho."

"Dedicada. Bom saber", ele disse, mandando o texto e sorrindo.

Ela sorriu um pouco. "Acho que nós dois somos", ela disse.

"Dedicada a trabalhar a noite", ele respondeu, ouvindo o barulho de alguma coisa passando do seu lado da linha. Ele sorriu.

Chloe parou ao barulho, soava como Clark, tanto que ela realmente olhou ao redor. "O que foi isso?"

"O que foi o quê?" ele perguntou inocentemente.

"Um barulho..." ela disse baixinho e então balançou a cabeça. "Acho que estou ouvindo coisas", porque Clark definitivamente não estava no apartamento de Oliver.

"Bem, você está no trabalho. Provavelmente é algum barulho da sala de redação."

"É", Chloe falou. "Você deve estar certo..."

"Então eu espero notícias suas sobre amanhã", ele disse.

"Com certeza", ela garantiu. "Me dê... mais ou menos meia hora."

"Ok. Falo com você depois." Ele sorriu e desligou o telefone.

"Tchau", ela disse, desligando o telefone também e sorrindo enquanto respirava fundo e voltou para a sala e para sua mesa, ela tinha a sensação que ia ser inútil tentar trabalhar até amanhã.

Oliver sorriu um pouco e colocou os dois telefones na mesa e olhou para Bart. "Está interessado em alguma coisa menos do tipo negócios e mais do tipo pessoal?"

Bart olhou para Oliver por um momento, dando um risinho. "Envolve strippers?"

Ele revirou os olhos. "Não. Mas envolve entregar algumas flores."

Ele suspirou e deu de ombros. "Não vai ser tão divertido, mas tudo bem, estou sem fazer nada mesmo."

Oliver balançou a cabeça se divertindo. "Vai ter pizza pra você além do pagamento normal." Ele se inclinou pra frente, escrevendo o endereço dela, o nome de Chloe, e o tipo de flores que ele queria que Bart comprasse.

"Agora estamos falando", Bart disse a ele, dando um risinho e dobrando o papel sem ler. "Eu volto já."

Sorrindo, ele pegou o telefone de novo, desta vez para pedir a pizza, e observou enquanto Bart saía.

***

"Chloe?" Bart chamou enquanto colocava a cabeça dentro da sala da Tribuna, segurando um enorme buquê de diversas flores em tons de vermelho, se ele ia pegar flores, ele ia escolher sua cor favorita, além do mais, que tipo de garota não gosta de vermelho?

"Sim?" Chloe perguntou, terminando de digitar e então olhando para a porta, seus olhos arregalando quando viu as flores, que estavam praticamente escondendo o rosto do garoto, ela se levantou, piscando. "Oh..."

Ele arregalou um pouco os olhos e abaixou as flores e se encontrou olhando para Chloe Sullivan. "Oi, Maravilhosa", ele sorriu pra ela.

Ela franziu um pouco a testa quando ele pareceu e soou familiar, então piscou, olhos arregalando. "Bart?" Ela perguntou, mais do que um pouco surpresa.

Ao reconhecimento, os olhos dele brilharam. "O primeiro e único." Ele se inclinou e estendeu as flores pra ela.

Chloe foi até ele e pegou as flores, com cuidado para não deixá-las cair, ela estava definitivamente confusa. "Hm, obrigada."

"São de Oliver", ele disse, erguendo as sobrancelhas. "Mas se quiser minha opinião, você pode abandoná-lo e sair comigo." Ele lhe deu um sorriso.

"Você conhece Oliver?" Ela perguntou, sinceramente surpresa.

"Sim?" Ele hesitou por um momento. "Eu trabalho pra ele."

Chloe ergueu um pouco as sobrancelhas. "Oh, que bom pra você, o que você faz?"

"Entregas", ele disse, sorrindo de novo.

"Eu deveria ter adivinhado", Chloe sorriu, olhando para as flores novamente.

"Mas é a primeira vez que ele me manda entregar flores." Ele sorriu. "O que você acha de largar o trabalho e jantar comigo?"

Ela ergueu as sobrancelhas e balançou um pouco a cabeça. "Obrigada Bart, mas eu tenho muito trabalho", ela sorriu. "Além do mais, acho que seu chefe não ia gostar."

Bart deu de ombros. "Eu tinha que tentar, Linda." Ele piscou pra ela.

Chloe sorriu pra ele. "Bom ver você."

"Espero te ver de novo." Ele levou a mão dela até sua boca e a beijou antes de sair do escritório.

Ela sorriu, observando-o enquanto ele saía e então balançou a cabeça, olhando para as flores, ela tinha a sensação que teria as constantes borboletas no estômago até depois do encontro com Oliver.


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3 comentários:

  1. \o/

    Mais, mais, muito mais!!! Eu quero!

    GIL

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  2. Ah, tô com a GIL, mais, mais, mais, mais, please!!!!! Amo essa história...


    Patrícia

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