12.11.11

A Fine Line (16/19)

TítuloUma Fina Linha
Resumo: As coisas nem sempre são o que parecem.
Autoras: chloeas e dl_greenarrow
Classificação: NC-17 muito forte
Avisos: Esta fic tem muitos momentos Chlex, é sobre Chlollie, mas tem momentos Chlex. É obscura, madura, violenta, repleta de situações adultas e pode ser bem difícil... este é seu aviso. A história se passa durante a sexta temporada.
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Não fazia sentido.

Oliver pensou depois que o médico saiu. Suas duas pernas tinham quebrado, e agora sua perna direita estava quase totalmente curada com apenas uma leve fratura em sua perna esquerda.

Como isso era possível?

Ele não sabia, mas estava feliz porque isso significava que podiam tirar o gesso da perna direita pelo menos.

Ele ia pegar o telefone para chamar os rapazes, quando passos se aproximaram de sua porta. Ele olhou pra cima e viu Joseph parado ali, as mãos nos bolsos do casaco. Imediatamente o medo o atravessou. Ele se sentou. "O que foi?"

"Sr. Queen", ele disse com um aceno de cabeça, entrando e fechando a porta. "Eu imaginei que o senhor queria uma atualização, eles voltaram."

Oliver relaxou um pouco. Ele já sabia, por meio de AC, que tinha visto o carro chegando a mansão. "Como vão as coisas?"

"Srta. Sullivan não está indo muito bem, mas ela parece ter melhorado", ele disse baixinho, o aparelho que Oliver tinha lhe dado ligado desde que ele chegou ao hospital. "Ela veio me procurar essa manhã."

"O que você quer dizer com ela não estar indo muito bem?" Ele se inclinou pra frente um pouco mais, preocupação em seus olhos.

"Eu não consegui ver muita coisa", ele admitiu, "mas o pouco de pele que eu vi, estava coberto de hematomas."

Ele ficou tenso a isso, estreitando os olhos. "Você está me dizendo que ele colocou as mãos nela?"

"Eu estou dizendo o que eu vi", ele disse cuidadosamente. "Os machucados estavam quase curados quando a vi hoje de manhã."

Oliver parou, refletindo. Machucados nunca desaparecem em uma noite. Do mesmo jeito que pernas quebradas não ficam boas, ele pensou, testa franzida. Ele piscou algumas vezes e olhou para o outro homem. "E ela foi te procurar hoje de manhã?"

"Ela me pediu um favor", ele admitiu, olhando para Oliver.

"O que ela pediu?" Ele franziu a testa.

"Pílulas do dia seguinte", Joseph falou baixinho, sua própria mandíbula travando.

Suas entranhas reviraram e ele sentiu como se fosse vomitar. Seu coração disparou contra o peito. Ele abriu a boca para responder, mas nenhum som saiu.

Joseph ficou em silêncio por um momento então endireitou as costas. "Eu disse a ela que estava trabalhando com você, ela estava preocupada que você fizesse alguma coisa antes de ficar melhor."

Oliver fechou os olhos, xingando baixinho. Lex a estava torturando, e ela estava preocupada com ele? "Eu vou ligar para o meu médico particular e pedir as pílulas." Ele estendeu a mão e pegou um pedaço de papel, escrevendo um endereço nele. "Elas estarão neste local em uma hora."

Ele pegou o papel e assentiu. "Eu vou levar pra ela hoje à noite."

"Obrigado. Por favor mantenha contato." Ele observou o outro homem ir para a porta, então pegou o telefone e ligou para Bart. "Está na hora. Vá buscá-la e a traga pra cá." Sem esperar por uma resposta, ele desligou o telefone.

***

Chloe estava em seu laptop, na biblioteca quando sentiu o vento forte e familiar entrando na sala, ela se sentiu sendo pega e antes que pudesse ter uma chance de ver o que era, eles estavam se movendo, seus olhos fechados com força por alguns segundos e quando ela os abriu novamente, estava num quarto de hospital, no quarto de hospital de Oliver, nos braços de Bart. Ela olhou para os dois homens, erguendo as sobrancelhas.

Oliver não encontrou seus olhos. "Bart, eu preciso conversar com Chloe a sós, por favor." Sua voz era baixa.

Depois que ele a colocou no chão, Bart desapareceu, ela franziu a testa e observou enquanto a porta era fechada atrás dele e se virou para Oliver novamente. "O que está acontecendo?"

"Acabou. Você não vai mais fazer isso." Sua voz era baixa, séria.

Ela piscou, olhando pra ele por todo um momento e então ela entendeu, sua expressão ficando vazia. "Você falou com Joseph."

"Sim. E acabou. Acaba agora, Chloe."

"Não é tão simples assim, Oliver." Ela disse com firmeza. "Bart tem que me levar de volta, eu não posso mais arriscar a vida da minha mãe do que já arrisquei só porque você não está feliz."

"Então vamos mandar Bart pegar sua mãe. Eu levo vocês duas para um lugar seguro. Com Lois. Com seu pai." Ele se sentou na cama.

"E depois o quê? Deixamos Lex fazer isso com a próxima pessoa que ele quiser? Não." Ela disse a ele.

"Não temos escolha. Porque assim que eu sair daqui, ele está morto, Chloe." Ele travou a mandíbula.

Chloe respirou fundo e olhou pra ele. "Eu te disse ontem, se você entrar nessa sem um plano, está morto, Oliver."

"Pára de se preocupar comigo, Chloe. Olha o que ele está fazendo com você!"

"Eu posso aguentar", ela disse secamente. "Ele não vai me matar."

"Ele já está", ele disse baixinho.

"Você quer ajudar?" Ela perguntou, aproximando-se da cama, sua mandíbula travada. "É isto que você tem que fazer, encontrar um jeito de matá-lo sem acabar com você ferido e machucando outra pessoa e pára de tentar me dizer o que fazer."

Ele se encolheu com a raiva na voz dela. "Chloe, eu estou tentando te ajudar. Lex é - ele é louco. Ele é louco desde que era criança e só está ficando pior."

"Acredite ou não, Oliver, eu já sabia disso", ela disse friamente. "Eu sei o que esperar dele e eu posso me cuidar", ela mentiu, mantendo o olhar. "Pára de se preocupar comigo e faz o que você vem pensando em fazer há meses."

Oliver olhou pra ela, seu peito apertado. Ele fechou os olhos. "Ok."

Chloe o observou por um momento e suspirou, balançando a cabeça, ela não estava sendo justa, não podia pedir isso a ele. Mas depois de ontem, vinha sendo capaz de pensar direito. "Eu mesma vou fazer", ela disse a ele, respirando fundo, queria muito ter feito no dia anterior, sabia que conseguiria se ele fizesse aquilo com ela de novo, e sabia que ele faria no segundo que descobrisse que ela tinha saído. "Só não sei como."

"Deixa eu fazer pelo menos isso por você", ele falou baixinho, abrindo os olhos, seu olhar sombrio, repleto de culpa. "Você não precisa disso na sua consciência, Chloe. E eu não tenho certeza se mesmo meu advogados seriam capazes de te livrar dessa."

"Eu não posso deixar que você manche suas mãos de sangue por minha causa." Ela manteve o olhar, seus próprios olhos um pouco arregalados.

"Ei, você sabe que eu já estava planejando isso", ele disse, se defendendo. "Nós dois sabemos que era só uma questão de tempo. Lex não só cruzou uma linha, ele apagou a linha completamente. E eu não vou me sentir culpado por isso."

"Acredite", ela disse firmemente. "Eu também não vou me sentir culpada."

"Talvez não logo em seguida. Mas eventualmente você vai." Havia certeza em sua voz. "Você não é o tipo de pessoa que pode tirar a vida de outra e não sentir, Chloe."

"E você é?"

"Sim." Não havia hesitação antes dele responder.

"Você já tirou uma vida antes, Oliver?" Ela olhou pra ele, seus próprios olhos estreitando um pouco.

Oliver simplesmente olhou de volta pra ela sem responder.

"Você não é como ele, você está mentindo quando diz que não vai se sentir culpado." Ela disse com firmeza. "Eu tenho mais razões pra fazer isso do que você."

Ele correu a mão pelo rosto. "Eu posso fazer isso. Eu posso fazer e não acabar na prisão."

"E o que acontece se alguma coisa der errado e você acabar morto ao invés dele?" Ela falou secamente.

"Tenha um pouco de fé em mim, Chloe." Sua voz era baixa e ele fez uma careta com as próprias palavras. Ele não tinha dado a ela nenhuma razão pra confiar nele. Ele já a tinha decepcionado.

"Esse não é o problema", ela disse. "Meu problema seria ter que viver comigo mesma se isso acontecesse." Sua própria voz era baixa, mas seus olhos nunca deixaram os dele.

Oliver olhou de volta pra ela. "Eu conheço os riscos. Sempre soube. Toda vez que eu estou lá fora e faço o que eu faço, eu conheço as possibilidades. Eu não sou como Vic ou Clark ou Bart ou AC. Mas eu ainda posso fazer, Chloe. E como eu disse, você já sabia que eu estava considerando essa particular possibilidade antes de tudo isso acontecer."

"Deixa eu pensar sobre isso", ela disse, cruzando os braços sobre o peito. "Ou se eu posso encontrar outras maneiras e eu te aviso por meio do Joseph."

Ele ficou em silêncio por um longo momento. "Tá bom."

"Como você está se sentindo?" Ela perguntou, franzindo levemente a testa. "Você parece ter melhorado muito nas últimas vinte e quatro horas."

"Sim, sobre isso." Oliver olhou pra ela atentamente. "Joseph disse que eu não sou o único que se recuperou da noite para o dia."

Ela travou um pouco a mandíbula. "Eu duvido que minha razão para cura seja a mesma que a sua, Oliver", ela disse com a testa franzida, os braços mais apertados sobre o peito, talvez era hora dele saber.

"Não?" Sua voz ficou mais baixa e ele se inclinou um pouco pra frente. "Eu sei que você esteve aqui antes, Chloe. Que você veio me ver." Ele procurou seus olhos.

Chloe piscou algumas vezes a isso. Seria possível? Ela deu um passo pra frente, abaixando a voz. "Eu sou uma infectada por meteoro, Oliver, e aparentemente meu poder é me curar, mas até onde eu sei, não posso curar mais ninguém."

Ele ficou quieto por um momento. "Talvez você tenha curado sem perceber", ele murmurou. "Porque de jeito nenhum uma perna quebrada melhora tão rápido. E minha perna direita está completamente curada. Minha concussão desapareceu durante a noite também."

Ela respirou fundo e apenas olhou pra ele. "Eu tenho certeza que se eu for capaz de curar outras pessoas, os testes farão com que ele saiba logo."

Ele gelou. "Testes?" ele repetiu, estômago revirando.

"Eu sou uma aberração, Oliver, você acha que ele vai me ter por perto e não fazer nada com isso? Mas não se preocupe, eles não são tão ruins, não quando eu estou acordada pelo menos", ela manteve a voz vazia de qualquer emoção. Era verdade, no entanto, comparado ao resto, os testes eram a melhor parte de toda experiência.

Ele fechou os olhos contra a repentina onda de lágrimas que ele sentiu, e se forçou a respirar fundo antes de abri-los novamente. "Você não é uma aberração. Você é uma pessoa maravilhosa, Chloe. Não deixe que ele te convença do contrário."

Ela ficou um pouco surpresa pelo que viu nos olhos dele e um pouco emocionada, então teve que desviar o olhar. "Eu não me importo com o que ele pensa, acredite", ela disse, apertando os lábios e então balançando a cabeça. "É uma longa história, mas eu tenho que voltar, ele está provavelmente no caminho de volta para Smallville e eu não posso arriscar que minha mãe seja ferida."

"Tome cuidado, Chloe", ele murmurou.

"Você também", ela disse baixinho e parou enquanto começava a se virar e então olhou de novo pra ele. "Você conseguiu ajudar Joseph com o que eu pedi a ele?"

"Ele vai te entregar esta noite", ele sussurrou.

Ela suspirou aliviada e assentiu, dando um passo pra trás. "Obrigada", ela disse baixinho antes de sair do quarto. Tinha que encontrar Bart e voltar. Rápido.

Oliver a observou sair, então fechou os olhos com força, sentindo-se enjoado. Então ele apertou o botão pra chamar uma enfermeira. Ele ia sair desse hospital quer o médico deixasse ou não. Porque ele tinha coisas mais importantes com o que se preocupar.

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5 comentários:

  1. Tensa essa conversa, a Chloe pereceu nada receptiva para o Oliver...

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  2. Foi mesmo muito tensa... embora, acredito que a morte pro Lex é pouco, não vejo a morte como um castigo, dependendo da situação pode ser até um alivio... sei lá!

    Só faltam 3!!

    GIL

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  3. Meu Jesus, a Chloe só pode estar em estado de choque, já vi algo parecido acontecer na vida real, e sempre chega o momento em que a pessoa 'sente' o que aconteceu... pq sinceramente ela é forte e tudo, mas de jeito nenhum ela pode estar bem com tanto dano psicológico...

    Priscila

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  4. Que raivaaaaaaaaaaaaaa da Chloe tá vendo tinha milhares de possibilidades de se salvar ela não aceitou nenhuma ou é doida mesmo ou pior tem um fraco pelo Lex e é masoquista .. fala sério né . A gora entendi por que tem duas continuações haja fic pra concertar esta bagunça . Alice

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    Respostas
    1. Rs... Sim, o caminho é longo...

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