8.9.12

In Our Hands (10/27)


Título: Em Nossas Mãos
Resumo: "As palmas não mentem, Oliver." Zatanna aclamou enquanto ele afastava a mão. "Você tem um filho."
Autora: slytherinpunk
Classificação: R (eventualmente NC-17)
Spoilers: segue os acontecimentos até o terceiro episódio da décima temporada e segue AU depois disso. Oliver nunca se revelou como Arqueiro Verde e Tess nunca comandou a Watchtower.
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Oliver tomou outro gole de café enquanto ouvia Victor o atualizando sobre tudo enquanto estava longe. Depois de deixar Chloe no trabalho, ele voltou para a escola de Connor, parou em uma cafeteria na esquina com uma boa visão da entrada da escola. Trancando o carro, ele entrou, pediu um café e tomou um assento em uma das mesas do lado de fora, ligando para Victor uma vez que seu café foi servido.

Ele perguntou se Victor tinha verificado o banco de dados da escola, para imediatamente deixá-lo saber que ninguém deveria tentar tirar Connor da escola. Não é que ele pensasse que Chloe fosse tentar fugir com Connor, ele só estava tomando um cuidado extra para garantir que não os perdesse novamente, não importa em que cenário.

Victor fez o que Oliver pediu e teve que dar um risinho quando viu que Chloe tinha ligado para a escola para informar que Connor não poderia sair com ninguém além dela.

Ele clareou a garganta antes de falar. "Então, aparentemente você e Chloe têm uma mente assustadoramente igual... ela ligou mais cedo pra escola, disse pra eles que Connor não podia sair com ninguém além dela e se alguém tentasse pegá-lo era pra ligar pra ela imediatamente..."

Ele apertou os lábios e tentou esconder a satisfação em sua voz já que tecnicamente a situação não era exatamente engraçada. "Tem alguma razão pra Chloe achar que você pode tentar fugir com Connor? O que exatamente aconteceu entre vocês dois?"

"Achei que ela ia fazer algo assim." Oliver resmungou. "Oh e você sabe... ela só está sendo Chloe." Ele tomou outro gole do café. "Quando eu cheguei ela estava toda 'eu dou as ordens, sai fora'... estava no modo Watchtower."

Ele suspirou, seus olhos voltando para o café. "Depois de algumas palavras acaloradas pelo óbvio desprazer em me ver, eu posso ter dito a ela pra não fazer eu me arrepender de simplesmente não levar Connor embora..."

Oliver clareou a garganta. "Mas eu deixei bem claro que não ia fazer isso. Você conhece a Chloe, ela não confia em ninguém além dela mesma."

Victor mordeu o lábio inferior ao tom seco de Oliver. Parecia que as coisas iam bem em alguns aspectos mas ruins em outros. Seu tom era neutro quando continuou. "Bem, você tem certeza que deixou isso bem claro? Porque, cara, eu sei que ela escondeu seu filho de você durante anos e isso não é nada legal... mas ameaçar uma mãe... cara, Chloe era uma louca protetora antes de ter um filho... e eu não quero encontrar seu corpo em algum rio porque disse a coisa errada... se alguém pode se livrar de um assassinato é a Chloe."

Victor estava apenas meio brincando, tentando aliviar a tensão na voz de Oliver e fazê-lo perceber que talvez ele não tenha se aproximado de Chloe do melhor jeito. Oliver estava com raiva, e tinha todo o direito de estar, mas Victor ainda não estava convencido que Chloe tivesse partido porque não o amava mais.

Se tinha uma pessoa que conhecia Oliver melhor que ele mesmo era Chloe e ele não achava que ela ia esconder uma coisa tão grande sem razão. E o único jeito de Oliver descobrir isso era se tentasse se dar bem com ela o suficiente pra ela não se sentir mais ameaçada.

Victor suspirou. "Tudo que eu estou dizendo é... você conhece a Chloe melhor que todo mundo... e embora você tenha o direito de estar com raiva dela, talvez você devesse tentar uma aproximação diferente. Você sabe o quanto ela fica defensiva quando se sente ameaçada, e talvez sua presença seja o que a está ameaçando agora... Mas vocês dois têm um filho e eu garanto que ela vai se esforçar por causa do filho. Só, talvez você devesse conversar com ela... descobrir porque ela te deixou, Oliver... talvez realmente exista uma razão."

Olive bufou. "Não me importa porque ela fugiu, ela é a Chloe... é o que ela faz, eu não preciso de nenhuma explicação", ele mentiu pelo telefone, não mais convencido de suas palavras do que Victor deveria estar. "Ela disse que quando partiu não sabia que estava grávida..." Ele expirou e fechou os olhos. "Pelo menos eu acredito nisso... na manhã antes de eu voltar pra casa e descobrir que ela tinha ido embora, nós..."

Ele se encolheu, não querendo entrar em detalhes. "Bem, quer dizer, foi provavelmente o dia em que Connor foi concebido." Respirando fundo, Oliver se recostou em sua cadeira. "Eu vou deixar bem claro pra ela que não estou aqui pra levar Connor embora, a última coisa que eu quero é assustá-lo ou que ele me odeie."

Oliver engoliu em seco, segurando o telefone com força. "Mas ela não vai se abrir comigo, Vic... Ela não consegue nem olhar pra mim, muito menos ficar na mesma sala sozinha comigo..." Uma pequena e vazia risada o escapou. "E se Chloe cometesse homicídio, não haveria um corpo pra ser encontrado... então você sabe o que aconteceu se eu não ligar diariamente."

Victor sorriu. "Eu estava brincando, mas é verdade que provavelmente não sobraria um corpo... Agora, sério, Oliver, você e eu sabemos que você está mentindo... e com uma atitude assim... essa coisa, isso nunca vai se resolver. Olha, eu tenho que ir, preciso fazer algumas coisas. Me liga amanhã."

Oliver concordou, agradecendo Victor pela sua ajuda antes de desligar. Ele colocou o telefone sobre a mesa e tomou mais um gole do café, olhando para o relógio. Tinha mais três horas pra matar antes de ir buscar Chloe, e ele decidiu pedir outro café. Apesar das palavras de Victor, Oliver não se sentia relaxado o suficiente pra tirar os olhos da escola de Connor ainda.

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A aula tinha terminado há dez minutos e Chloe parou na lanchonete para pegar um café antes de sair. Ela viu o carro não muito longe e o nervosismo voltou ao seu estômago. Tinha ligado para a escola de Connor três vezes para ver se ele estava lá, o que deve tê-la feito parecer uma louca.

Mas depois de tudo ainda não estava convencida que Oliver não ia fugir com Connor. O que o estava impedindo? Além dela e que tipo de ameaça ela seria para Oliver Queen? Só desejava que ele não a odiasse tanto assim.

Ela engoliu em seco enquanto ia na direção de Olivder. Tinha tido tempo suficiente para bolar um plano de ação. Eles tinham uma hora e meia até pegar Connor na escola e tinha umas atividades pra dar nota, mas além disso estava planejando informá-lo de como exatamente as coisas iriam funcionar e ver se ele tinha alguma outra ideia para acrescentar ou mudar.

Ela podia fazer isso. Quando chegou perto o suficiente do carro, abriu a porta do passageiro e jogou a maleta atrás e entrou. Fechou a porta, colocou a caneca no suporte e colocou o cinto.

Ela olhou na direção de Oliver e lhe deu um pequeno sorriso. "Oi."

Oliver lhe deu um sorriso amargo. "Oi... você quer ir dirigindo?"

Ela deu de ombros e pegou a caneca tomando um longo gole para fazer seus músculos relaxarem um pouco. Sua voz calma e livre de tensão do que mais cedo naquele dia. "Você já está sentado aí, não tem problema. Você sabe como voltar pra casa?"

Ele assentiu, saindo com o carro. Deu uma olhada pra ela pelo canto dos olhos. "Como foi seu dia?" Ele tentou bater papo, sentindo um pouco da tensão de mais cedo dissipada, e agora só o silêncio o incomodava.

Ela deu de ombros, olhando para a caneca como um jeito de evitar contato visual com ele. "Foi tudo bem. O mesmo de sempre... previsível. E você?"

Ele ergueu um ombro. "Falei com Victor... Tentei ligar para o Hal, mas ele estava indo viajar, então disse a ele pra me ligar depois." Oliver não conseguiu evitar o risinho quando falava de Hal. "Você não o conhece, mas tenho certeza que já descobriu que ele é o Lanterna Verde."

Ela olhou pra ele enquanto tomava o café, um pequeno sorriso se formando em seus lábios. "Eu posso ter pesquisado sobre ele ontem à noite... e deduzido algo assim."

Chloe olhou pela janela, observando o cenário enquanto seus dedos tamborilavam contra a caneca. Ela podia fazer isso... podia conversar com Oliver como se tê-lo ali ao seu lado não fizesse seu coração querer explodir.

Ela só... precisava de um minuto. Ela assentiu pra si mesma. Certo, um minuto era tudo que ela precisava.

Oliver entrou com o carro em outra rua, há dois blocos da casa. "Você precisa parar em algum lugar antes?"

Chloe olhou pra ele. "Não... eu tenho umas atividades pra dar nota antes de pegarmos Connor. Então, vamos direto pra casa..."

Um minuto depois Oliver estava estacionando. Chloe abriu o cinto, se mexeu no assento e pegou sua maleta no banco de trás. Ela pegou a caneca do suporte pra garantir que não a esquecesse de novo e foi na direção da casa.

Pegando as chaves, ela abriu a porta e entrou, deixando a porta aberta para Oliver. Ela levou tudo para a cozinha, colocando as coisas na mesa e abrindo a geladeira.

Tinha acabado de perceber que estava com fome e não tinha comido nada o dia inteiro, mas ao mesmo tempo seu estômago ainda estava em nós porque não sabia o que fazer direito perto de Oliver. Quando ele foi para a cozinha e ficou parado na entrada, ela engoliu em seco e falou suavemente. "Você almoçou?"

Oliver balançou a cabeça, colocando as chaves dela na mesa. "Não, só tomei café, meu estômago está vazio."

Chloe olhou para a cafeteira sobre o balcão percebendo que não tinha sido tocada desde manhã. Processou as palavras dele e assentiu desejando que a tensão em seu corpo não voltasse.

Ela apertou os lábios, a voz baixa. "Sabe... eles fazem uma boa comida naquela cafeteria também... você deveria ter comido alguma coisa."

Surpreso ele abriu a boca pra falar, mas ela levantou a mão para impedi-lo. "Não, tudo bem... faz eu não me sentir tão mal." Ela deu de ombros. "Eu liguei pra escola três vezes hoje pra ter certeza que você não tinha levado ele."

Ela ficou de costas pra ele, abriu a geladeira e pegou alguns frios, pão e dois pratos. Essa era a abertura que ela estava esperando. "Então, está claro que não confiamos um no outro... o que está tudo bem, e já que vamos ficar perto um do outro por algum tempo, pensei eu explicar nossa agenda pra você, acho que vai ajudar..."

Ela parou enquanto fazia o sanduíche, olhou pra ele e apontou para a mesa. "Você quer um?" Estava claro que ela ia fazer dois de qualquer jeito, mas achou que devia perguntar no caso de ele não querer.

"Sim, por favor", ele assentiu e se sentou. "Eu não estou me desculpando pelo que eu fiz, ou estou tentando fazer você se sentir culpado, mas eu quero que você saiba que eu não vou tirar Connor de você." Ele respirou fundo. "Isso só iria assustá-lo, e fazê-lo me odiar. Então, eu quero que você saiba que essas são duas coisas que eu jamais faria com ele."

Chloe terminou o primeiro sanduíche e o colocou na frente de Oliver antes de voltar para o armário e pegar um copo, enchendo com água gelada e então colocando-o na frente de Oliver também.

Ela assentiu e encontrou seu olhar. "Você não precisa explicar suas ações, Oliver... nem precisa se desculpar. Eu entendo, você achou que eu fosse fugir. Você não tem exatamente escondido seus sentimentos por mim e minhas ações e está tudo bem. Eu entendo porque você está com raiva de mim... se nossas posições fossem inversas eu faria a mesma coisa..."

Parando para terminar de fazer seu sanduíche, ela se sentou na outra ponta da mesa. "Eu sei que você acha que eu sou uma pessoa horrível e antes que você diga alguma coisa, eu não estou tentando começar uma briga nem nada... mas agora que você sabe sobre ele... eu não vou fugir. Por mais horrível que eu possa ser, eu não sou sem coração."

Ela olhou para o sanduíche. "Eu posso ver que você quer conhecê-lo e já te disse que respeito isso. Vocês dois merecem... se conhecer." Chloe falou calma e racionalmente, sem raiva ou frustração ou qualquer outra emoção em sua voz.

Enquanto estava no trabalho ela percebeu que ia ter que lidar com Oliver como parte de suas vidas como pai de Connor... então, precisava se distanciar emocionalmente da situação e simplesmente olhar os fatos. Porque saber que Oliver provavelmente a odiava, bem, a fazia sentir como se alguém estivesse esmagando seu coração.

Tinha mantido Connor afastado de Oliver durante seis anos. Ele estava triste, queria ser parte da vida do filho. Isso era normal. Mas ele não queria nada com ela e ela tinha que aceitar isso. Mexendo-se levemente, ela pegou a maleta, abriu uma agenda que tinha o calendário mensal. Abriu e empurrou na direção dele.

Usava código de cores e estava organizado por dia e atividade. Não havia brilho em seus olhos enquanto falava e sua voz estava completamente neutra. "Essa é nossa agenda diária do mês. Todo meu trabalho e horas de reunião estão aí e também as horas dos treinos de Connor e os jogos. O que mais você gostaria de saber?"

Oliver olhou para o livro entre eles e então olhou pra ela, erguendo a sobrancelha. "Pra começar, por que eu preciso da sua agenda? O que exatamente eu tenho que olhar aqui?"

Ela lhe deu um olhar surpreso. "Eu... bem, eu imaginei que você quisesse assistir aos treinos... talvez ir a algum jogo se ainda estiver aqui e tem alguns eventos da escola... e assim você saberia que horas ele vai estar nos lugares se quiser ir comigo ou ir levá-lo e coisas assim... mas se você não quer... quer saber, deixa isso pra lá, não se preocupe."

Chloe deu um sorriso forçado, engolindo em seco e contando até dez em sua cabeça enquanto fechava o livro, mas o deixou entre eles e se concentrou em seu sanduíche. Talvez estivesse forçando as coisas. Deveria ter esperado ele perguntar o que quisesse saber ao invés de jogar as coisas nele.

Oliver também ficou surpreso, e pegou o livro entre eles, abrindo novamente no mês que ela tinha mostrado. "Não, não... eu achei que você estivesse tentando organizar dias de visita ou alguma coisa assim, e quisesse que eu escolhesse um dia..."

Ele olhou para o livro, vendo quão preciso era cada detalhe na agenda. "Wow... ele é... provavelmente a criança mais ocupada do mundo." Ele deu risada. "Eu quero fazer tudo... posso fazer uma cópia pra não ter que ficar te perguntando todo dia o que temos que fazer?"

Ela franziu as sobrancelhas enquanto olhava pra ele, voz confusa. "Por que eu estaria pensando em dia de visita? Isso não faz sentido algum... você deixou bem claro que ia ficar aqui com a gente... você está... indo embora? Quer dizer, se você preferir ficar em outro lugar eu entendo... o sofá é muito desconfortável, mas eu não estou tentando... limitar seu horário com ele... você perdeu seis anos, Oliver..."

Chloe parou e desviou o olhar. "Eu não faria você perder mais." Ela mexeu dentro da bolsa e entregou um pedaço de papel a ele. "Eu tirei uma cópia pra você... só pra garantir..."

"Obrigado", ele sorriu pra ela enquanto pegava o papel. "Não, eu vou ficar aqui. O sofá está bom, como você disse, eu perdi seis anos... não quero perder mais nada."

Ele parou e lambeu os lábios enquanto olhava pra ela. "Chloe... eu sei que você ama Connor, eu poderia ver isso mesmo se fosse cego."

Parecia que o coração dele tinha ido parar na garganta, e ele engoliu, olhos caindo no papel que ela havia lhe dado enquanto se enchiam de lágrimas. "Mas alguma vez você... desejou que eu não fosse o pai?" Ele piscou, tentando ignorar o ardor nos olhos. "Eu sei que as coisas não estão bem entre nós... mas você se arrepende?"

Chloe se mexeu em seu assento, olhos estudando o corpo dele e a expressão abatida em seu rosto. Ela estendeu a mão, cobrindo a dele e fazendo Oliver olhar pra cima, os olhos dele brilhando levemente com as lágrimas e ela não conseguiu deixar a emoção fora de seu rosto. Ela lhe mostrou a primeira expressão honesta desde que ele tinha chegado ali.

Os olhos dela estavam suaves, cabeça inclinada para o lado e um sorriso agraciando seus lábios. "É a única coisa da qual eu jamais me arrependeria... fizemos a criança mais maravilhosa do mundo e ele só é maravilhoso assim porque é uma parte de nós dois... eu vejo você nele todo dia... em tudo que ele faz... Connor foi a maior coisa que você já me deu, Ollie. Eu jamais me arrependi de qualquer coisa que envolvesse você... jamais."

Chloe nem percebeu seu lapso ao usar o familiar apelido e podia sentir o coração disparado contra o peito enquanto desabafava o que tinha guardado por seis anos. Sua voz mal era um sussurro enquanto os olhos ficavam embaçados. "Você foi a melhor decisão que eu já tomei."

Oliver engoliu em seco, querendo nada mais do que beijá-la bem ali, quando se lembrou que ela estava se referindo a como estar com ele resultou em seu filho. E sabia que Victor estava certo, que Oliver precisava saber porque Chloe partiu. Mas não tinha certeza se agora era o momento para os dois resolverem seus problemas pessoais, e se fosse honesto, tinha um pouco de medo de saber qual foi a razão.

Como Chloe tinha dito, ele perdeu seis anos com o filho, e precisava aproveitar todo o tempo que tinha agora com Connor. Quando as coisas estivessem melhores entre ele e Chloe, com menos tensão, então ele perguntaria porque ela o deixou com o coração partido, e então nunca voltou para lhe dizer que eles tinham um filho.

"Eu fico feliz que Connor tenha você", ele sussurrou, dando a ela o primeiro sorriso verdadeiro desde que tinha chegado.

Chloe retornou o sorriso com um que iluminou seu rosto, o brilho que há muito tempo tinha perdido, retornando levemente aos seus olhos. "Não só eu... agora ele tem nós dois."

"Você está certa", seu sorriso se abriu. "Agora ele tem nós dois." Ele correu os olhos pelo papel, vendo as atividades programadas e olhou pra ela de novo. "Quanto tempo você acha até Connor... gostar de mim? Você disse que ele não confia facilmente."

Ela abriu a boca quando percebeu que sua mão ainda estava sobre a dele e a retirou rapidamente, clareando a garganta e colocando alguma distância entre eles enquanto pegava mais café. "Eu não tenho certeza. Quer dizer... ele não parece não gostar de você. Apenas seja você mesmo. Eu sei que parece que tem muita coisa na agenda, mas são só algumas atividades depois da escola e o futebol."

Ela se virou, recostando-se contra o balcão e de frente pra ele. "Ele ama futebol. Gosta de treinar no quintal... tenho certeza que ele não vai se importar em ter alguém treinando com ele... se você ver que ele está desconfortável, é só dar um pouco de espaço e ele volta a se aproximar."

Chloe apertou os lábios antes de tomar um gole de sua caneca. "A coisa toda de hoje de manhã... ele só não está acostumado a ter outros adultos por perto... especialmente homens, então acho que ele está tentando entender porque estou deixando você ficar aqui e o que isso significa." Ela deu de ombros e olhou pra baixo antes de colocar a caneca no balcão. "Tenho certeza que Connor vai se aproximar, é difícil não gostar de você."

Oliver expirou. "É bom ouvir isso... Eu nunca fiquei tão nervoso sobre alguém gostar de mim antes."

Chloe inclinou a cabeça para o lado enquanto o observava. "Ele tem personalidade, e é esperto... ele percebe muitas coisas que outras crianças não percebem... mas... você é o pai dele. Eu não estou preocupada com isso. Eu sei que assim que ele te conhecer vai gostar de você."

Era exatamente disso que ela tinha medo. Que Connor amasse Oliver e ficasse muito apegado, e então Oliver fosse embora para Dinah e começassem sua própria família. Uma família que não a incluía e pior, que não incluía nem ela nem Connor.

"Isso significa muito", ele colocou a cópia do calendário na mesa e olhou para o relógio. "Temos trinta e cinco minutos antes de ir buscar Connor na escola." Ele olhou de volta pra ela e quase prendeu a respiração. "Tem mais alguma coisa que você queira falar enquanto estamos sozinhos?"

Chloe abriu a boca e o telefone tocou, fazendo-a levar um susto. Ela fechou a boca e foi até a maleta procurar o telefone, desejando que Oliver não percebesse suas mãos trêmulas. Ela pegou o telefone e apertou um botão para recusar a chamada, lembrando do que Oliver tinha dito. Olhando pra ele, as barreiras mais uma vez subiam enquanto empurrava as emoções de volta pra caixa. Precisava estar distante emocionalmente dele, já não tinha decidido isso de manhã? Não podia deixar velhos sentimentos voltarem.

Ela mordeu o lábio inferior, hesitante em falar. "Não, tem alguma coisa que você precise perguntar? Eu preciso... me trocar. Antes de sairmos."

Ele franziu a testa, mas não fez objeções. Podia ver as rodas girando na cabeça dela, e ele imaginou que tinha cruzado aquela linha imaginária que ela tinha traçado entre eles. E por que ela não traçaria? Tinha deixado perfeitamente claro que a melhor coisa que tinha havia vindo dos dois juntos, mas ela não queria estar com ele. E se ia sair dessa com o coração intacto, precisava ficar do seu lado da linha que ela havia traçado.

"Ok", ele assentiu. "Obrigado pelo sanduíche."

Ela assentiu e olhou para seu próprio sanduíche praticamente inteiro. "Claro..." Ela lhe deu um pequeno sorriso antes de passar por ele e ir para as escadas. Abrindo a porta de seu quarto, ela entrou e fechou os olhos, respirando fundo, isso estava sendo muito mais difícil do que ela imaginou que seria.

Ela pensou que nos seis anos que havia se passado, seus sentimentos por ele tivessem diminuído... que a ausência dele durante tanto tempo faria a dor em seu coração se dissipar, mas no mínimo, vê-lo e tê-lo por perto só deixava tudo pior.

Chloe suspirou e se afastou da porta começando a se trocar. Dez minutos depois ela estava usando um jeans, um suéter preto e botas. Ela mexeu no armário antes de falar um pequeno 'aha' enquanto pegava uma caixa e a puxava antes de ira para a porta, voltando para o corredor e descendo as escadas até a cozinha.

Oliver estava terminando o sanduíche e ela clareou a garganta suavemente para chamar sua atenção. Ele se virou e ela estendeu a caixa. "Colchão inflável... Acho que vai ser melhor que o sofá..."

"Obrigado", Oliver colocou o prato na pia antes de voltar para a mesa e pegar a caixa. "Vai ser bem melhor", ele riu. "Deixa eu colocar isso na sala e eu te encontro na porta."

"Ok", ela pegou as chaves e a bolsa da mesa e foi até a porta. Oliver juntou-se a ela um minuto depois e ela ergueu as chaves. "Você quer dirigir? Já que você mexeu no banco e eu prefiro não perder tempo arrumando agora."

Seu tom estava levemente divertido enquanto estendia as chaves, mas havia uma tensão velada em seus movimentos.

"Claro", ele sorriu educadamente e pegou as chaves enquanto ela trancava a casa. Quando ela entrou no carro, ele ligou e saiu em direção a escola, apenas alguns quarteirões adiante.

Eles dirigiram em um silêncio confortável, com Oliver olhando pra ela pelo canto dos olhos de vez em quando. Quando o carro chegou na frente da escola, ele estacionou rente a calçada onde a maioria dos outros pais estava, e em seguida desligou o carro.

Ele se virou pra ela no assento, olhando pela janela dela e ao não ver nenhuma criança, ele apertou os lábios. "Victor tinha noventa e nove porcento de certeza que você não matricularia Connor numa escola particular... Então, por que você matriculou?"

Oliver olhou pela janela dela de novo, vendo os tijolos da parede e a placa verde com o nome da escola para garotos. "O que te fez escolher este lugar?"

Chloe engoliu em seco, ainda olhando pela janela com um risinho nos lábios. "Bem, já que ele se parece com o pai, demais até, achei que deveria mantê-lo longe das mulheres o maior tempo possível... não vou aguentar ele flertando com garotas... e ele parece nem passar pela fase em que acha que as garotas têm micróbios, o que pessoalmente eu ia adorar."

Ela deu de ombros, e se fosse possível estava se explicando direito. Era um fato bem conhecido que ela não era louca por escolas particulares, então tinha escolhido uma apesar disso porque era um dos últimos lugares onde alguém procuraria por Connor. E mais, a escola era honestamente a melhor da área. E Connor merecia o melhor.

Oliver assentiu. "Victor também disse que eles têm uma boa segurança... O que é bem tranquilizador."

Chloe deu risada levemente e assentiu. "Foi a primeira coisa que eu vi. Achei que nossos genes não iam ajudá-lo muito a ficar longe de problemas, então melhor prevenir do que remediar."

"Isso é verdade..." Ele deu risada. "Você é um imã para problemas."

Antes que ela pudesse responder, ele viu o filho descendo as escadas correndo com um menino de cabelo preto, o que havia estado na casa deles no dia anterior. Nickolaus, Oliver lembrava do nome que Connor tinha chamado, e ele se virou para Chloe antes do filho alcançar o carro.

"Ele se dá bem com todo mundo? Não tem problemas de bullying, certo?" Ele olhou pela janela. "Ele parece grande pra idade, mas ainda assim fico preocupado..."

Suspirando, Oliver deu a Chloe um pequeno sorriso. "É assustador o quanto nos preocupamos naturalmente... acho que você conhece a sensação, lida com isso há mais tempo."

Chloe olhou feio pra ele por causa do comentário e depois seu olhar se suavizou quando viu Connor. "Sim, e ficar pulando de prédio em prédio e combatendo o crime não atrai nenhum perigo..."

Ela balançou a cabeça. "E não, nada de bullying. Ele se dá bem com todo mundo. Se envolveu numa briga uma vez... empurrou outro garoto, mas não foi nada de mais. Ele foi provocado e depois se desculpou..." Ela franziu o nariz quando Connor os viu e correu na direção do carro, com Nickolaus junto.

Chloe sorriu e tocou o braço de Oliver ainda observando seu filho, tom levemente sonhador. "Essa é sempre a melhor parte do dia... ele quase sempre pergunta se podemos dar uma carona para Nick.. e quando chegamos em casa ele faz um lanche antes de começar a fazer a lição de casa... talvez você possa perguntar se ele quer fazer um lanche na padaria que tem no caminho de casa. Ele gosta dos biscoitos enormes que eles fazem... e isso vai te fazer ganhar alguns pontos com os garotos."

Um sorriso surgiu no rosto de Oliver. "Obrigado." Ele sabia que ela não tinha que ajudá-lo em nada, e era bondade da parte dela lhe dar algumas dicas.

Connor correu direto para a janela de Chloe, parando levemente quando viu que ela estava no banco do passageiro. "Mãe, podemos dar uma carona para Nick hoje?"

Ela assentiu. "Claro, entra. Ei, Nick, como vai?"

Eles entraram no banco traseiro e colocaram os cintos enquanto Oliver ligava o carro. Nickolaus sorriu pra ela. "Estou bem, Sra. Hawke, obrigada pela carona." Ele olhou para Oliver e sussurrou para Connor. "Quem é ele?"

Connor olhou na direção de Oliver e franziu o nariz, falando mais baixo e em alemão. "Um velho amigo da minha mãe..."

Chloe deu um risinho e balançou a cabeça. Os garotos conversavam baixinho, mas ela tinha certeza que Oliver falava alemão fluentemente e depois de anos vivendo ali, ela falava também.

O filho deles achava que estava sendo sorrateiro e ela não podia deixar de achar engraçado. Ela cutucou Oliver levemente enquanto saíam para a rua para avisá-lo que era uma boa hora pra perguntar.

Oliver engoliu em seco ficando nervoso. "Ei, Connor... eu estou com vontade de comer doce. Você e Nickolaus gostariam de parar em algum lugar pra comprar alguma coisa? Sua mãe falou de uma padaria..."

"Kleine Bombons!" Connor sorriu. "Eles fazem uns biscoitos enormes!" O rosto dele se iluminou enquanto olhava para Nick e então na direção de sua mãe e Oliver. "Podemos ir? Nick, você também quer um biscoito, certo?"

"Sim!"

Os garotos estavam pulando no banco e Chloe deu a Oliver um sorriso caloroso antes de clarear a garganta e olhar pra frente. "Claro... podemos ir." Ela apontou para a rua enquanto orientava Oliver. "Você vai virar à esquerda no farol e então à direita na primeira rua. Então é só seguir a estrada que estará à nossa direita."

Oliver seguiu as orientações de Chloe, estacionando quando chegaram na padaria. Ele desligou o carro, e tirou o cinto enquanto olhava pela janela.

Ele seguiu Chloe e as crianças pra dentro, olhando ao redor da pequena padaria antes de se virar e sorrir pra eles. "Então... o que é bom aqui?" Ele acenou com a cabeça na direção dos meninos. "O que vocês recomendam?"

Os dois começaram a falar ao mesmo tempo sobre diferentes biscoitos e pasteis, enquanto apontavam para as opções no balcão, fazendo Chloe dar risada. "Garotos, um de cada vez... acho que Oliver não consegue entender assim."

Ela apontou para o balcão. "Por que não mostram para Oliver os favoritos de vocês?"

Nickolaus imediatamente seguiu Connor até o balcão. "Eu gosto de biscoito de amendoim! É uma delícia."

Oliver se encolheu. "Aposto que é, infelizmente eu sou alérgico a amendoim, então vou ter que aceitar outra sugestão."

Connor olhou para Oliver. "Você é alérgico a amendoim?"

Oliver assentiu. "Sim, e manteiga de amendoim e tudo que seja cozido em..."

"Óleo de amendoim", Connor finalizou por ele. "Eu também sou alérgico..."

Oliver olhou para Chloe, levemente hesitante, antes de olhar para Connor com um sorriso. "Talvez você possa me recomendar um bom biscoito então... já que nós dois temos que ficar longe das mesmas coisas."

Connor manteve o olhar silenciosamente por um momento. "Eu gosto de biscoito de canela", ele finalizou depois de um longo momento.

"Canela", Oliver se aproximou do balcão e olhou para os biscoitos. "Parece bom. Chloe, Nick." Oliver se virou na direção deles. "O que vocês vão querer?"

Nickolaus escolheu um de chocolate enquanto Chloe mordeu o lábio, olhos indo para o sabor café. "Hmm... acho que vou experimentar o de café com chocolate e caramelo."

Ela chamou o atendente e fez o pedido em alemão antes de se virar para os garotos e Oliver. "Mais alguma coisa?"

Oliver olhou para os garotos. "O que vocês acham? Querem leite para os biscoitos ou querem comê-los quando chegar em casa?"

"Acho melhor comer aqui, com eles quentes é mais gostoso." Connor olhou para sua mãe. "Pode?"

Ela não pôde deixar de sorrir ao ver a interação entre Oliver e Connor. Ela assentiu. "Claro... Por que vocês não vão encontrar uma mesa pra gente e eu pego os biscoitos e as bebidas?"

Os garotos correram para as mesas, sem ver Oliver entregando algum dinheiro para Chloe antes de segui-los. Oliver sentou de frente para Connor, sabendo que ele ia preferia ficar entre a mãe e o amigo. Ele sorriu para os garotos. "Você também joga futebol, Nickolaus?"

Ele assentiu. "Sim..." Chloe voltou para a mesa com a bandeja de leite em uma mão e a sacola com os biscoitos em outra, além de dois canudos.

"O cheiro está bom, garotos... Agradeçam ao Oliver."

Connor e Nickolaus agradeceram, pegando os canudos e colocando nos copos antes de se servirem do leite.

"De nada." Oliver abriu seu copo, mergulhando o biscoito gigante. Ele deu uma mordida, percebendo Connor o observando atentamente e engoliu, sorrindo brilhantemente. "Boa pedida. Quente, biscoito de canela é definitivamente uma delícia."

Connor sorriu antes de pegar o dele, partindo ao meio antes de mergulhar no leite e jogar na boca. "E o seu, mãe?" Connor murmurou antes de engolir.

Chloe pegou o biscoito e mordeu um pedaço. "Uma delícia, querido." Ela pegou o celular e passou a Nickolaus. "É melhor você ligar pra sua mãe, docinho, e avise que não vamos demorar."

Ele assentiu e pegou o telefone. "Obrigado, Sra. Hawke." Ele ligou e falou rapidamente em alemão com a mãe, avisando onde estavam e quando estaria em casa. Quando ele terminou, devolveu o telefone e ela guardou.

Chloe comeu outro pedaço de biscoito e mergulhou rapidamente no copo de leite de Connor antes de jogar na boca.

Connor arregalou os olhos enquanto Chloe lhe dava um olhar inocente. "Mãe!"

"O quê?"

A expressão no rosto dele era indignada, mas com humor em sua voz. "Você usou meu leite!"

Havia confusão no rosto dela. "Hmm, acho que não usei não."

"Eu vi", ele protestou.

Ela ergueu uma sobrancelha para o filho. "Você pode provar?"

Connor bufou. "Sim, eu tenho duas testemunhas."

Chloe fez bico. "Ah, tá bom... mas você me ama o suficiente pra dividir comigo, não é, Con?"

Ele revirou os olhos e deu risada. "Certo, mas só essa vez."

Ela deu risada e assentiu. "Tudo bem, garoto."

Ela o cutucou levemente e ele e Nickolaus deram risada, antes do amigo de Connor falar. "Sua mãe é muito legal."

Chloe deu um risinho e olhou para o filho. "Viu, eu sou uma mãe legal... lembre-se disso na próxima vez que ficar bravo comigo."

Connor fechou a boca enquanto mergulhava o biscoito no leite. "Quer dizer quando você tentar fazer eu comer ervilha de novo..." Connor murmurou enquanto Oliver sorria. Chloe era boa com crianças, responsável, mas divertida e sensível. E ele imaginava quanto tempo levaria pra ele chegar a esse ponto com o filho deles.

"Sua mãe só está cuidando de você", Oliver falou.

Olhando pra ele, Connor franziu o nariz. "Sua mãe faz você comer ervilha?"

Oliver perdeu um pouco o sorriso. "Bem... não que eu me lembre. Mas eu perdi meus pais quando tinha sua idade."

O silêncio tomou conta da mesa enquanto Connor estudava Oliver antes de respirar fundo. "Desculpe."

Connor manteve o olhar, surpreendentemente com muita sinceridade para uma criança de seis anos e Oliver engoliu em seco. "Obrigado." Seus lábios se curvaram num pequeno sorriso. "E obrigado por me indicar um biscoito delicioso."

"Biscoito maravilhoso", Connor corrigiu antes de olhar para Chloe por um segundo e falar mais baixo. "Só um aviso, ela vai fazer a gente escovar os dentes quando chegar em casa", ele avisou Oliver.

Oliver deu risada. "Provavelmente por causa de todo esse açúcar..."

Chloe olhou pra eles e seu coração se aqueceu enquanto inclinava a cabeça na direção deles com as sobrancelhas erguidas, diversão em sua voz. "Você sabe que ela está sentada bem aqui... e é claro. Eu não quero nenhum de vocês perdendo esses dentes maravilhosos", ela bagunçou o cabelo de Connor enquanto terminavam seus biscoitos. Dez minutos depois Nickolaus e Connor estavam jogando as sobras no lixo e indo ao banheiro antes de ir pra casa.

Chloe observou até eles saírem de vista antes de se virar para Oliver, muito mais relaxada agora do que quando saíram de casa mais cedo. "Obrigada... por hoje... ele se divertiu bastante... Acho que foi um bom começo... Vai fazer ele gostar ainda mais de você."

"Obrigado", Oliver respondeu agradecido. "Você não tinha que querer que ele gostasse de mim..." Ele respirou fundo e lhe deu um pequeno sorriso. "Mas você ajudou e isso significa muito..."

Ele observou os garotos saírem do banheiro e se levantou mas manteve a atenção em Chloe. "Então, quais os planos pra hoje a noite? O jantar ainda demora algumas horas."

Ela se levantou e assentiu. "Sim, quando chegarmos em casa Connor tem lição de casa pra fazer e eu tenho atividades pra corrigir. Normalmente nos sentamos na mesa e trabalhamos juntos ou algumas vezes ele faz a lição de casa no quarto dele e depois traz pra eu corrigir."

Ela hesitou brevemente enquanto os garotos se aproximavam concentrados em sua própria conversa. Ela falou mais baixo enquanto os quatro saíam da padaria em direção ao carro. "Então se você tiver algum trabalho pra fazer, seria uma boa hora. Você pode sentar com a gente... ou o que preferir... e então eu deixo ele sair e brincar um pouco até o jantar."

Os garotos já estavam esperando no carro e Oliver abriu a porta pra eles entrarem. Connor e Nickolaus colocaram o cinto enquanto Chloe e Oliver entravam no carro e faziam o mesmo. Algumas quadras depois, seguindo as instruções de Chloe, deixaram Nickolaus na casa dele, e seguiram por mais uma quadra até a casa onde Chloe e Connor viviam. Connor se despediu e Nickolaus agradeceu Chloe e Oliver mais uma vez antes de sair do veículo.

O caminho foi rápido, Oliver estava estacionando o carro e Connor falando muito animado sobre como Nickolaus e ele estavam aprendendo um novo chute no treino depois da escola.

Oliver sorriu enquanto saíam do carro. "Deve ser um belo chute."

Connor assentiu, jogando a mochila sobre o ombro. "É um chute forte para um atacante! A gente ainda não tem uma posição definida, porque ainda somos pequenos", Connor balançou a cabeça. "Mas é nessa posição que eu quero jogar quando eu crescer no time da escola."

Chloe deu risada enquanto abria a porta. "Ok, atacante, hora de fazer a lição de casa." Connor fez um bico antes de entrar e jogar a mochila em uma das cadeiras.

Chloe foi para a cozinha pegar seus papeis enquanto Oliver fechava a trancava a porta. Ela olhou pra cima quando ouviu Oliver entrar na cozinha. E ela ergueu uma sobrancelha quando ele ficou parado olhando pra ela.

Ela engoliu pesadamente para umedecer a garganta ao peso do olhar dele. "Está tudo bem?"

Oliver a observava, os olhos suaves. "É só... tudo que ele falou..." Ele expirou, a voz mal um sussurro. "Deus, cada vez que escuto a voz dele é como se estivesse respirando pela primeira vez."

O rosto de Chloe se suavizou enquanto inclinava a cabeça para o lado, seu peito explodindo de amor ao som de maravilha na voz dele e ela deu um passo na direção dele, a voz leve. "Ollie..." Ela parou quando percebeu que estava indo na direção dele.

Ele ouvia cada palavra que Connor dizia... não importa que ele não quisesse nada com ela. Ela tinha feito ele perder isso. As primeiras palavras, primeiros passos... O dia em que ele nasceu. Seus olhos se encheram de lágrima enquanto dava um passo pra trás e quando ele franziu a testa, ela deu outro passo pra frente e balançou a cabeça, a mão cobrindo a boca enquanto falava, a dor visível em cada palavra. "Eu sinto tanto... Oliver..."

Ele abriu a boca e ela se moveu. "Eu-eu preciso... Pegar umas coisas lá em cima... se Connor perguntar diga a ele que eu já desço." Ela não lhe deu chance pra responder antes de tentar engolir as emoções e passar por ele.


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10 comentários:

  1. Que bom que o clima está mudando, não sei se aguentaria toda aquela raiva entre eles...Não posso com isso.

    E Oliver é muito paciente!Eu já teria perguntando umas dez vez o motivo dela ter ido embora. To me coçando.
    E que bom que Chloe não se transformou na rainha do gelo e Oliver vê isso.
    Agora eles só tem que descobrir que esse negócio de "ele/ela/ não quer nada comigo" é balela...Começando com a informação de que Oliver não é mais noivo.

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    1. Ah sim, está na hora dele falar que terminou o noivado... Que bom mesmo que o clima está um pouco melhor entre eles, os dois brigados, ninguém aguenta, Roberta...

      Obgda pelo coment...

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  2. Bom, acho que teremos ainda muito drama anres desses dois se entenderem...

    O menino é um espetáculo... eu estava achando ele esperto demais, mas agora depois de ver um garotinho de seis anos no globo esporte que deu show no jogo da seleção, já não estou mais com a sensação de que a esperteza dele estava exagerada... ainda mais sendo o filho do nosso casal perfeito...

    Amando essa história e torcendo pra autora terminá-la...

    Obrigada por mais essa história linda, que mesmo sem os dois últimos capítulos tenho certeza que valerá muito a pena...

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    1. É, acho que sim, Lu... Sim, o menino é esperto demais, bem filho deles haha...

      Que bom que está gostando, Lu...

      Obgda por acompanhar e comentar...

      :D

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  3. Estou achando essa história fantástica... acho que vai demorar pra eles se entenderem, mas achoque a tensão sexual só tende a aumentar... também com esse deus grego por perto, quem ia conseguir resistir...

    Ana Luíza

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    1. A tensão sexual só tende a aumentar, Ana... :D

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  4. Que doidera, jurava que tinha comentado de madrugada!! oO
    O Connor é muito esperto mesmo, já estava achando que ele ia começar a formular teorias com base nas semelhanças dele com o Oliver... e que maravilha que, mesmo sem perceber, para Chloe o Oliver continua sendo o 'Ollie'!!

    Como sempre, quero mais!!

    GIL

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    1. Sim, ela chamando ele de Ollie é super fofo!!!! :D

      Mais já, já...

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  5. Estou quaaaase fazendo as pazes com a loira kkkk só falta ela dar a devida explicação ao Oliver. E a nós kkkk Aliás porque ele não pergunta logo?
    Que bom que ela deixou a arrogância um pouco de lado para ajudar Oliver com Connor. Mas tanto o casal quanto pai e filho devem demorar a se acertarem. Ainda falta muita história pela frente.

    E o casal tem "sérios probleminhas" quanto a supor o que o outro quer ou não. Isso precisa de tratamento rsrs

    Connor ficou cismado com a alergia do Oliver. Já que o moleque é esperto demais para o meu gosto, seria legal se ele juntasse as peças por conta própria. Imaginem o susto dos pais kkkk


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    1. Verdade, ainda temos muita história pela frente, mas é bom ver a Chloe ajudando pai e filho a se entenderem... Hahaha, seria ótimo e totalmente possível, afinal o menino é genial... rs...

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