29.7.15

Leaving Her Heart

SérieHer Heart
TítuloDeixando Seu Coração
Resumo: Chloe faz outro sacrifício.
Autoracalie15
Classificação: PG
Episódio: Conspiracy
História anterior: Finding Her Heart



O telefone dele tocou, vibrando sobre a mesa. Pegando-o, ele olhou para o número. Alguém que podia ser ignorado. O número era desconhecido. E embora ele desconfiasse de números desconhecidos, podia ser importante. Ele olhou para o grupo de homens com que estava almoçado, alguns sócios, alguns diretores, todos tomando vinho e conversando com um possível investidor. "Com licença." Ele se levantou e no terceiro passo atendeu. "Alô?"

"Sr. Queen?"

Uma voz de mulher, e uma que ele não reconhecia. "Sim. Quem é?"

"Isso não é importante. O senhor está em casa?"

Ele parou, incerto se deveria revelar alguma coisa à desconhecida. A conversa já era estranha. "Não."

"Eu esperava que estivesse. Mas não tem problema, estou esperando do lado de fora do portão."

Oliver abriu a porta do restaurante e saiu para a calçada. As pessoas passavam ao redor dele, sem olhar duas vezes. "Eu vou perguntar de novo. Quem é você?"

"Ninguém. Eu diria, mas ela me pediu para não dar meu nome, mesmo sem me dizer o porquê."

"Ela quem?" Houve um suspiro do outro lado da linha e ele lentamente ficou mais e mais desconfiado que isso tivesse a ver com os aspectos mais secretos de sua vida. O telefone bipou e ele o afastou, vendo o nome de Dinah brilhando na tela. Com um suspiro ele retornou o telefone ao ouvido.

"Olha, ela me disse para não contar nada. Eu tenho uma coisa pra você e eu sei que você deve estar desconfiado, mas eu prefiro ter essa conversa pessoalmente. Eu juro, não há nada com o que se preocupar. Traga alguém junto se desejar, mas não vou embora e você vai ter que vir pra casa em algum momento."

Houve uma pausa do outro lado da linha enquanto ele pesava suas opções.

"Por favor."

Oliver sabia que as pessoas mentiam, e algumas eram muito boas nisso, mas ela soava desesperada. "Ok."

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Quando ele chegou na entrada, um pequeno carro vermelho foi a primeira coisa que viu. A placa era comercial, fazendo-o suspeitar que era um carro alugado. Ele anotou a placa mentalmente e parou do lado dele. Uma mulher de uns quarenta anos estava parada contra o carro. Ela parecia uma pessoa comum e não parecia ameaçadora. Claro que ele era a última pessoa a se deixar enganar por um olhar inocente.

"Sr. Queen?" Ela sorriu. "Eu deveria saber. Importa-se se conversarmos lá dentro?"

"Não tenho o hábito de deixar estranhos entrarem em minha casa."

"Nem eu, mas como eu disse, esta conversa tem que acontecer pessoalmente, e não do lado de fora de um portão. Direi tudo que deseja saber."

Ele odiava que ela tivesse despertado sua curiosidade. Este era o primeiro sinal de que estava prestes a entrar em um problema. Com um aceno de cabeça ele fechou a janela e abriu o portão. Observou pelo retrovisor enquanto ela voltava para o carro. Ele parou em frente a porta, em vez de deixar o carro na garagem, e saiu. Ela parou logo atrás e saiu do veículo. Em vez de caminhar na direção dele, ela se virou e foi até a porta de trás. Ele observou, esperando algo incomum. Ela se inclinou, pegando alguma coisa, mas o que quer que fosse, era impossível de ver pela janela. Quando ela se levantou, segurava a última coisa que ele esperava ver. Uma criança.

Ela parou na frente dele e acenou para a porta. "Podemos conversar lá dentro?"

Oliver assentiu tremulamente. A criança era um garotinho, não muito grande, com um cabelo loiro curto. Oliver não conseguia ver seu rosto, pois estava enterrado no pescoço da mulher. Se ele estava certo, a criança parecia estar dormindo. Virando-se com um aceno de cabeça, ele subiu os degraus de granito e permitiu que ela entrasse.

"Posso me sentar? Ele é um pouco pesado e não quero acordá-lo."

Ele assentiu novamente, levando-a até a sala mais próxima. Ele ficou parado enquanto ela se aproximava do sofá e se sentava cuidadosamente.

Notando os olhos dele na criança, ela sorriu. "Oh, ele não é meu. Sou apenas a babá." Afastando o garotinho, ela o ajustou, a cabeça dele agora deitada contra seu peito. "Sr. Queen", ela começou, o sorriso não mais ali. "Eu não sei como explicar, porque a mulher que me mandou, ela me disse que se chamava Tracey Pearsons. Eu só descobri há três dias que este não é o nome dela, e só porque ela me contou. Eu continuo sem saber o nome verdadeiro dela; ela disse que era mais seguro assim. Eu a conheci quando ele era bebê e a ajudei a cuidar dele desde então. Ele tem quase quatro anos agora." Ela apertou os lábios. "Ela pediu para eu dizer que ela engravidou em março de 2010 e que este é seu filho."

Ele tossiu, rindo. "Meu filho?" A criança pulou, e por um momento Oliver temeu tê-lo acordado, mas seus olhos permaneceram fechados. "Acho que não. Eu saberia se tivesse um filho por aí. E, sem querer ofender, mas a maior parte das mulheres que conheci pulariam com a chance de ter Oliver Queen como pai de um filho."

Ela franziu a testa. "Eu não duvido. De fato, ela era bem misteriosa sobre tudo. Até mesmo paranoica. Mantendo Connor sempre por perto." Ela parou, notando o jeito como ele olhou para Connor novamente. "O nome dele é Connor Pearsons. Claro, se o nome verdadeiro dela não é Pearsons, suspeito que o dele também não seja. Sr. Queen, ela disse que o senhor poderia mantê-lo a salvo."

O peso de tudo começava a ser sentido. Paranoia, segredos, março, 2010... tudo se encaixava criando uma possibilidade impossível.

"E ela pediu para dizer que ela sente muito por ter fugido, e que ele é o motivo. E que o que aconteceu, o que ela deixou para trás, não é preto e branco como pareceu ser."

Quando ele finalmente conseguiu respirar, ficou chocado ao perceber como estava trêmulo. Lentamente ele se moveu, e quando suas pernas atingiram uma cadeira, ele se sentou. "Onde ela está?"

Ele não estava mais negando, então ela só podia deduzir que ele havia aceitado, ou estava começando a aceitar. "Eu não sei. Ela disse que fora descoberta, e não achava que poderia mais proteger o filho." Por um momento ela parou, relutante em dizer mais, mas sentindo que precisava. "Ela não queria, posso garantir. Deixá-lo para trás a estava matando."

O garoto se mexeu, bocejando e se aconchegando mais. Depois de alguns segundos ele começou a piscar, estreitando os olhos. 

"Mãe?"

"Não querido, lembra que a mamãe teve que viajar?" Connor estreitou os olhos em confusão e virou a cabeça. Quando viu o homem do outro lado da sala ele franziu a testa e voltou o rosto para ela. "Connor, por que você não cumprimenta o Sr. Queen? Ele é um amigo da mamãe."

"Não quero."

Ela suspirou. "Ele só está cansado." Ajustando Connor, ela o endireitou em seu colo. Ele virou o corpo, tentando esconder o rosto. "Agora, chega disso." Tirando-o do colo, ela o colocou sentado ao seu lado.

"Onde está a mamãe?"

Ela suspirou e o abraçou contra sua lateral. "Sr. Queen, eu sei que é muita coisa para absorver, e você ainda não acredita em mim, mas..."

"Não." Ele balançou a cabeça. O garotinho encontrou seu olhar, olhando feio pra ele, então se virou de novo. "Eu acredito em você. Eu sei o nome dela." Chloe, Jesus Cristo. Levantando-se, ele saiu do cômodo. "Volto logo."

Ela olhou ele se afastar, levemente boquiaberta, e então voltou o rosto para Connor. "Está com fome?" Ele balançou a cabeça negativamente. Com um suspiro ela alisou o cabelo dele e deu um beijo em sua cabeça. "Não se preocupe, eu não vou embora." Pelo menos não ainda. Momentos depois ele estava de volta, um pedaço de papel na mão. 

"Esta é ela?" Oliver empurrou a fotografia para a frente, uma das muitas que ele tinha num arquivo criado durante sua busca por ela.

Ela estreitou os olhos e assentiu. "Sim, mas ela tinha cabelo castanho e olhos azuis quando a conheci. Era mais curto, mas agora está mais longo."

"Mamãe!" Connor exclamou e pegou a foto. 

Oliver a soltou, chocado pela exclamação do garoto e a mudança de atitude. Dando um passo atrás, ele observou o garotinho sorrir para a foto.

"O cabeça dela está diferente. Nana, por que está desta cor?" Connor perguntou, olhando para a foto.

"Ela pintou o cabelo", ela explicou. "Sabe, como você pinta seus desenhos? Bem, a mamãe deve ter pintado o dela de castanho. Na verdade deve ser desta cor."

Oliver se afastou de novo, voltando a se sentar, observando Connor sorrir para a foto. "Onde ela foi?"

"Eu não sei, ela não me disse. Ela me deu dinheiro, muito dinheiro. O suficiente para pagar pelo meu apartamento por alguns meses e trazer Connor até aqui. Acho que ela desejava que eu pudesse ficar um tempo para ajudá-lo a se acostumar."

"Acostumar?" Oliver perguntou, voltando os olhos para a mulher pela primeira vez. "Você não está dizendo..."

"Shhh", ela disse, não querendo que Connor soubesse exatamente o que estava acontecendo. "Sim, é o que estou dizendo. Ficarei um tempo, e embora eu odeie ter que--" Ela balançou a cabeça, relutando em dizer mais. "Era o desejo dela que ele viesse pra cá, e como eu disse, ela acreditava que você pudesse protegê-lo. Ela disse que temia não só pela segurança dela, mas pela dele e a sua também."

Havia tantas perguntas, tantos buracos na história para ele entender a decisão de Chloe. Ela partira, matara Tess e fugira. Nenhum bilhete, nada. Tudo foi deixado para trás, exceto seu laptop e a bolsa. Alguns dias depois ele percebeu que ela havia transferido alguns milhares de dólares de sua conta. Ele tentou rastrear o dinheiro, mas não teve sorte. Ele ficou nervoso, triste, ferido. Ele a xingou de todos os jeitos, determinado a encontrá-la e fazê-la pagar pelo que havia feito. Agora, tudo que ele conhecia, tudo em que acreditava, era diferente. Isso o fez perguntar o que realmente acontecera com Tess. A mulher em sua frente dissera que a compreensão do que acontecera não era simples. Então se não era tão simples quanto Chloe ser uma assassina fria, o que a fez atirar nela, matá-la? Não havia dúvida em sua mente agora de porque ela partira. Se o assassinato de Tess tivesse sido em legítima defesa ela não teria partido, eles poderiam ter resolvido. Se não foi por causa de Tess que ela partira, foi por causa do garotinho sentado em sua frente. Exceto que ela não contou a ele, não havia razão para não contar a ele. E embora se encontrasse naquele momento compreendendo, estava sentindo uma nova raiva. 

"Tem mais uma mensagem que ela me pediu para te entregar", ela disse, esperando que ele se concentrasse nela novamente. "Ela disse para ser cuidadoso. Que quando for seguro ela vai voltar e explicar tudo. E ela disse que a razão para fazer isso..." Ela vasculhou a bolsa, tirando um envelope e entregando a ele. 

Ele aceitou com mãos trêmulas, reconhecendo seu nome e a letra familiar. Abrindo-o, a primeira coisa que notou foi o tamanho. Não haveria explicações numa carta tão sucinta.

Oliver, 
Eu não posso explicar ou me desculpar em uma carta, eu prefiro fingir que posso fazer isso futuramente e agora te avisar de coisas mais sérias.

Eu paguei a babá de Connor o suficiente para que ela possa ficar com você durante um mês e ajudá-lo a se acostumar com a mudança.

Eu só peço que você não conte a ninguém sobre mim, e se puder, por favor não deixe a história chegar ao Clark. É muito arriscado.

Mandá-lo embora foi a coisa mais difícil que já fiz, mas estava ficando muito perigoso pra mim. Temo que seu grande pecado não esteja morto como imaginávamos. Você não foi o único a me procurar depois de Mercy.

Sidekick

O jeito que ela assinou fez seu coração parar. Havia se tornado um apelido carinhoso entre os dois. Oliver sabia que a assinatura era para disfarçar sua identidade, mas significava muito mais do que se ela tivesse assinado o nome.

Era muita informação para absorver. Sua primeira pista de Chloe em quase quatro anos, um filho, e agora a possibilidade do retorno de Lex.

"Você tem mais?"

Oliver olhou para cima ao som. A apenas alguns centímetros dele estava Connor, segurando a fotografia de Chloe. "Mais o quê?"

"Fotos. Eu gosto do cabelo dela. Posso ver mais fotos?"

Ele parecia esperançoso. Não mais o garoto frustrado e irritado de antes.

"Ela também tem sardas", Connor disse e apontou para o rosto. "Como eu. Eu tenho na minha barriga também." Ele levantou a camiseta. "Viu?"

"Sim", Oliver disse suavemente e assentiu. 

"Você não tem sardas", Connor pontuou. "Você é bem alto. Mais alto que a minha mãe. Minha mãe disse que vou ser alto. Talvez mais alto que você."

"Talvez." Embora Oliver duvidasse seriamente. Teria que haver algum traço do tamanho tão pequeno de Chloe nos genes garoto.

"O médico disse que Connor está alto para a idade", a babá confirmou. "Agora eu vejo porque. Pensei que Connor tivesse herdado os olhos castanhos de Tracey, mas vejo que não."

Olhando novamente para o garotinho, ele notou seus olhos castanhos.

"Posso ver as fotos?" Connor perguntou de novo.

Olhando para a mulher em sua frente, ele permaneceu em silêncio, incerto de como proceder. Ela assentiu. "Ok, sim, acho que sim."

"Por que você não vai com o Sr. Queen, Connor? Ele tem uma casa bem grande, e acho que ele poderia mostrá-la pra você." Connor olhou de volta pra ela e ela sorriu. "Eu vou estar sentada aqui esperando por você; não vou a lugar nenhum."

"Ok." Ele assentiu e deixou a fotografia sobre a mesa. "Você tem um escorregador?"

Oliver parou, observando o garotinho enquanto saía da sala, pequenos pés o seguindo. "O quê? Não."

"Você tem algum brinquedo?"

"Não." Oliver balançou a cabeça. "Não havia nenhuma criança aqui."

"Bem, eu tenho carrinhos. Uma caixa cheia. Minha mãe disse que eu podia trazer. Ela disse que você ia brincar de carrinho comigo. Eu tenho uma bola também. Minha mãe não gosta de jogar bola. Ela diz que brincar do lado de fora é muito quente. Você gosta de jogar bola?" Connor perguntou e começou a pular enquanto andavam. "Escuta." Um alto ecoava pelo corredor a cada passo que ele dava. "Minha mãe disse que isso é um eco."

"É sim", Oliver concordou, incapaz de dizer mais do que isso.

"Minha mãe disse que ela tinha que ir embora, mas que ela vem me buscar aqui. Mas que você ia brincar comigo até ela chegar. Quando ela vai chegar?"

"Eu-" Oliver parou na porta de seu escritório. "Eu não sei." Lentamente, ele abriu a porta e a segurou para Connor entrar.

"Legal." Connor observou o enorme escritório. "A mesa é enorme! Então, minha mãe vai chegar antes do jantar?"

Ele engoliu o nó se formando em sua garganta, porque ele não fazia ideia de quando Chloe ia voltar. Ele estava agora confiante de que ela voltaria, mas quanto tempo ia demorar, não tinha como ninguém saber.

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Próxima história: RETURNING HER HEART

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16 comentários:

  1. Sempre fico com o coração partido por causa do Oliver nesse tipo de fic.
    Sou só eu que não gosto de estranhos entre eles? A babá pode ser fofa mas já quero que ela saia e deixe o Ollie como o garoto. Ciumenta! Kkkkk

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    1. Eu também, Paula, mas adoro o Ollie sofrendo... Não consigo resistir... Mas tadinho, fico de coração na mão... Ele não ter escolha e ainda lutar para perdoar porque a ama... Ah, sem a babá é melhor né? E amei esse Connor... :D

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    2. Esse Connor é uma fofura, até por causa da idade, ele parece mais maleável que o Connor de IYH...

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  2. Somos duas Paula, mas a mulher tem uns quarenta anos.
    Connor é um fofo e coitada da Chloe deixar o filho deve ter sido dificil. E Ollie so suspiros.

    Juliana

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    1. É ciúme da família como um todo. Também acho estranho quando a Mia é meio que adotada pelo Oliver kkk

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    2. É gente, ela não é concorrência para a Chloe, mas é legal ver só a família... Eles são sempre fofos...

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  3. Ansiosa para a interação Oliver e Connor

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    1. No próximo capítulo tem... :D

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  4. Oooh, eu amei o Connor!! *-*

    Todas as fics em que a Chloe some sempre causa esse aperto no peito, esse lamento pelo tempo e por tudo o que eles perderam com a separação, principalmente o Oliver, coitado! Já a Chloe, não tem nem como imaginar a dor que é ter que deixar um filho pelo qual sacrificou tudo... Aiai!!!

    Dinah... Aff!!! ¬¬

    GIL

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    1. Eu também... Ele é um fofo!!! Verdade, GIL, todo mundo sofrendo nessa fic... e a gente imaginando Ollie e Dinah... ewwwww....

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  5. Meus comentários saem repetidos.. Kkkkkk



    E o Justin lembrou do aniversário da Allison no Twitter. S2

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    1. Tão bom eles interagindo as vezes no tt...

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    2. É, não sei o que acontece no blogger, vou tentar descobrir, deve ser algum bug.

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  6. Só eu fiquei com os olhos úmidos com essa história???
    Muito fofo o Connor interagindo com o Oliver... E ele percebendo que a Chloe não estava completamente fora do seu alcance, ai meu coração!!!

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    1. Ah, Ciça, certamente não... O momento dele com o Ollie foi emocionante mesmo... descobrir que Chloe está viva, enfim...

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