22.9.11

Mirror Image (1/9)

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Título: Imagem Espelhada
Resumo: Quando Oliver Queen descobre que Lionel e Clark Luthor planejam matá-lo, ele escapa para um universo paralelo por meio de uma caixa espelhada kriptoniana herdada de seus pais, onde encontra um vigilante combatente do crime que é uma versão de si mesmo, junto com a mulher que ele ama. E enquanto a outra versão de si mesmo lhe mostra o que é ser um super heroi, Chloe pode ter a chance de descobrir se dois Olivers são melhores que um.
Autora: fickery
Classificação: NC-17
Personagens/Pares: Oliver/Chloe, Oliver/Chloe/AU Oliver (Universo Luthor/Kent); menções de Lois/Clark, AU Oliver/AU Lois, Tess Luthor, Tess Mercer, Lois, Liga da Justiça
Categoria: AU (Universo Alternativo), drama, angst, romance, smut
Avisos: Spoilers até Collateral, mas eu tomei a liberdade de mudar o resto da história e a cronologia. Também: não estou brincando sobre os pares. Tentei escrever com a maior sensibilidade possível, e de jeito nenhum Chloe e Oliver não se amam ou não vão ficar juntos, mas se a ideia de sexo a três te incomoda, por favor não leia.





"Vá, então. Existem outros mundos além desse."
--O Pistoleiro - Stephen King


Tudo começou com o envelope pardo escrito 'confidencial' enviado ao seu escritório, contendo uma chave e instruções para abrir um cofre bancário.

Não, na verdade, começou antes disso, quando Oliver descobriu que Lionel Luthor não estava apenas tentando intimidá-lo, não estava tentando apenas destruí-lo, metaforicamente, no mundo dos negócios; ele estava realmente tentando matá-lo.

(Nada que ele pudesse provar, claro: Lionel era muito esperto pra isso. Um quase acidente com o elevador; seu Mustang, recém comprado, de repente vazando óleo de freio.)

Inicialmente Oliver estava comprando toda a terra que podia, porque aquisição de terras tinha seu próprio mérito, porque mostrar que podia, que tinha, que controlava, era exatamente o tipo de movimento que Lionel entendia; não precisa de maiores explicações ou justificativas. Era simplesmente o que homens ricos e poderosos faziam para se tornarem mais ricos e mais poderosos.

Ele moveu o pesado equipamento à noite, a extração de pedras de meteoro tinha que ser feita sob proteção noturna. Não que isso fosse suficiente para evitar que Lionel descobrisse; o homem era como um senhor das trevas. Como um vampiro. Mas evitava as fofocas locais por um tempo. Tempo suficiente pra ele acumular possivelmente a única e maior coleção de pedras de meteoro que existia, e mandar secretamente por meio de caminhões à instalação onde ele as transformaria em pedaços pequenos o suficiente para serem transportados, mas grandes o suficiente para fazerem efeito.

No momento, graças a compra de terras, que admitidamente desalojaram alguns donos de propriedades, ele era provavelmente o homem menos popular em toda Metrópolis, nos subúrbios e nas comunidades vizinhas. Pensando melhor um pouco depois, ele pode até não ter pensado bem sobre seu objetivo, mas ele tinha um certo senso de urgência sobre completar essa missão antes dos Luthors descobrirem seu verdadeiro objetivo, e nem tinha tido tempo de considerar os efeitos colaterais de suas ações. Ele esperava que a opinião pública mudasse quando ele revelasse a verdadeira identidade do Ultraman, e pudesse oferecer de graça pedras de meteoro aos cidadãos de Metrópolis e das áreas ao redor que quisessem se proteger de Clark Luthor.

Sua noiva era a única pessoa no mundo em quem ele confiava o suficiente para contar todo seu plano. Até recentemente, Lois era sua parceira, seu único suporte e única amiga, de verdade, e ela era tudo que ele precisava. Mas agora até ela tinha ido embora, e ele estava sozinho.

Ou era o que ele pensava até a carta chegar.

O cofre era em seu próprio banco. O diretor o recebeu com admiração - pelo menos alguém ainda gostava dele, mesmo que fosse só por causa de seu dinheiro e clientela - e o acompanhou pessoalmente até o cofre, tirando uma caixa de dentro e o levando até uma pequena sala privada para que ele pudesse abri-la e examinar o conteúdo.

O conteúdo era simples: outra carta.


Oliver,

Não nos conhecemos muito bem, e seria muito esperar que você confie cegamente em qualquer coisa que eu diga, dado o histórico de minha família. Mas eu não acho que você ficará chocado em saber que está em perigo. Meu pai e meu irmão têm tolerado você até agora, considerando você uma mera ameaça nos negócios com questões pessoais contra Clark dos tempos da escola; mas ultimamente eles vêm monitorando você mais de perto e estão desconfiados do que exatamente você está fazendo com toda a terra que está comprando em Smallville e nos arredores.

Para ser franca, você é um homem marcado para morrer. Clark descobriu que você sempre carrega pedra de meteoro com você, mas os empregados do meu pai são pagos para fazerem qualquer coisa que ele lhes peça. Qualquer coisa. E Clark pode não conseguir se aproximar de você, mas ele pode te encontrar.

Tenho certeza que minhas comunicações estão sendo monitoradas agora, por isso a razão desta carta. Clark suspeita que eu já o traí, ou vou traí-lo, e meu pai já me deserdou oficialmente. Agora eu estou em um lugar onde espero que Clark não consiga me encontrar, mas se ele me encontrar... Oliver, você não pode fazer isso sozinho.

Eu sei que você encontrou a versão de Clark do outro mundo. E que seus pais te deixaram a caixa espelhada. Acho que agora seria uma boa hora pra você usá-la pra sair da mira dos Luthors por alguns dias, se dê algum tempo para repensar e se aproximar do outro Clark, talvez até da versão de você do outro mundo, para pedir ajuda e descobrir como lidar com minha família e tirar Metrópolis do domínio deles.

Eu não tenho nenhuma evidência concreta de que o outro universo é um lugar melhor. Mas imagine um mundo com estas duas coisas diferentes: que alguém tão poderoso como Clark não é um instrumento de Lionel Luthor, e que o próprio Lionel está morto. TEM que ser um lugar melhor -- não é? Talvez você possa encontrar um jeito de trazer alguma coisa com você. Eu não fazia ideia do quanto este mundo era obscuro e opressivo, até ver um lampejo de como as coisas poderiam ser.

Boa sorte.
Tess Luthor


Ele foi pra casa e abriu outro cofre, dessa vez um enorme onde guardava todos os materiais de seus pais relacionados a Veritas. A relíquia estava ali. Ele a guardou depois do encontro com o Clark do outro mundo, muito curioso sobre seu funcionamento para jogar fora, e a girou cuidadosamente em suas mãos como se estivesse segurando uma bomba, ele voltou a ler as passagens nos diários de seus pais sobre isso.

Ele não tinha certeza se realmente funcionava até os Clarks trocarem de lugar. Ele era familiar ao multi-universo e como a teoria quântica funcionava, que afirmava que havia um número quase infinito de mundos paralelos existindo simultaneamente, mas o fato da peça parecer levar a apenas um outro mundo específico sugeria que ou seus pais não tinham entendido o verdadeiro alcance e poder do artefato, ou que a teoria do multi-universo era apenas aquilo - uma teoria, não testada e não provada, e possivelmente completamente imprecisa.

Ele se sentou, olhando para a caixa, tentando examinar tudo em cada ângulo possível. Ele não via como isso pudesse ser uma cilada; seu medo maior era que Lionel e Clark descobrissem um jeito de sabotar as coisas aqui - sua extração de pedras de meteoro, sua reputação e seus negócios - se eles soubessem que ele estava fora por um tempo. Por outro lado, não tendo a relíquia, eles não poderiam segui-lo. E a única coisa que Tess tinha dito que ele não tinha problema nenhum em acreditar era que ele era um homem marcado no tocante aos Luthors.

Antes que ele estivesse ciente que tinha tomado sua decisão, ele pegou o telefone e mandou uma mensagem para que sua assistente cancelasse todas as suas reuniões da semana seguinte, dizendo a ela que precisava fazer uma viagem de negócios de última hora e que estaria numa área remota com receptividade irregular de celular e internet.

*_*_*_*

Metrópolis, três dias antes

Chloe tomou um gole cauteloso de seu café super quente e voltou a digitar em seu laptop. "Simmm?" ela perguntou brincando, virando a cabeça para Oliver, sabendo que ele estava ali a observando há uns dois minutos. Ele sorriu relutantemente e veio para trás dela, esfregando seus ombros e se inclinando para beijá-la bem abaixo da orelha.

"Não achei que ia ser tão difícil assim partir", ele confessou. "Eu sabia que ia ter que voltar a fazer viagens de negócios de novo em algum momento, mas essa é a primeira vez desde que você voltou e... eu não consigo espantar essa sensação de que alguma coisa vai acontecer. Que você não vai estar aqui quando eu voltar."

Ela girou a cadeira para ficar de frente pra ele. "Eu não vou a lugar nenhum", ela disse gentilmente. "Eu vou estar aqui, ou na Watchtower, ou com Lois, e eu vou ter sempre o celular comigo, e vou estar aqui pra te receber muito animadamente quando você voltar. Possivelmente numa lingerie nova, possivelmente nua, possivelmente coberta por chantili. Você vai ter que esperar pra ver."

Ele deu risada. "Isso, enche minha cabeça com essa imagem bem agora que eu tenho que entrar num avião com um monte dos meus executivos para um longo voo. Isso é bem justo." Ela sorriu pra ele.

Ele tirou o cabelo do rosto dela. "Eu não gosto de saber que estou indo para um lugar remoto suficiente que você possa ter dificuldade em entrar em contato comigo." Ele realmente desejava que pudesse escapar dessa viagem para a China. Infelizmente algumas ações tinham caído enquanto ele estava distraído pela ausência de Chloe - e ele só podia culpar a si mesmo - e os executivos da empresa tinham deixado bem claro que a não ser que o diretor administrativo da Queen Industries em pessoa viesse acalmar os ânimos e consertar os erros, eles começariam a investir em outra empresa.

"Se todas as outras formas de comunicação falharem, você ainda vai ter o telefone por satélite", ela assegurou. "E se eu precisar entrar em contato com você, tenho certeza que com Victor, Clark e Bart eu vou conseguir."

Ele olhou pra ela por um longo momento e então a puxou da cadeira contra ele. "Só fique longe de problemas enquanto eu estou fora, ok? Acho que não consigo aguentar mais alguma coisa nos separando agora." Ele a beijou, suavemente a princípio, então segurando atrás de sua cabeça para pressionar seus lábios contra os dela com mais força.

Afastando-se, ela sorriu pra ele. "Tenho certeza que o universo nos deve um pouco de paz e tranquilidade por um tempo."

*_*_*_*

Ele escolheu um beco a alguns quarteirões do prédio vazio que tinha usado para emboscar Clark Luthor/Ultraman. Se a topografia dos arredores do outro lugar fosse parecida com a de seu mundo, então ele conseguiria ver o prédio do Planeta Diário e facilmente saber onde estava. Afinal, ele não podia simplesmente aparecer na Queen Industries ou em seu próprio apartamento perto de si mesmo e confundi-lo ou assustá-lo. Ele também não fazia ideia de que versões de que pessoas de sua realidade existiriam lá, e se eram ou não confiáveis. Ele precisava fazer algum reconhecimento primeiro, sacar a situação antes de se aproximar de alguém, inclusive Clark.

Ele ficou parado no beco por alguns minutos, garantindo que estava realmente deserto, antes de pegar a caixa. Respirando fundo, ele girou as duas metades do cilindro brilhante em direções opostas até os estranhos símbolos se alinharem. E então tudo no mundo se tornou uma cegante luz branca.

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2/9

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8 comentários:

  1. Hum... bem intrigante esse começo e já adorei!!!! Ansiosíssima por mais!!!!

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  2. Nooosssa!!! Fiquei até sem ar ao ler o resumo. Dois Ollies!!! aiai

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  3. OMG OMG OMG OMG

    Dois Olivers SÓ podem ser melhores que um, hellooooo!!!!!! rs....

    Ai meu Deus, aguenta coração... acho que essa fic já é uma das minhas preferidas EVER!!!! :DDDDDD

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  4. Dois Olivers!!!!!!

    Já é perfeita... :D

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  5. UEPA! Essa promete, hein?
    Caraca, se um Oliver já é bom, dois então... UY!

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  6. de jeito nenhum Chloe e Oliver não se amam ou não vão ficar juntos, mas se a ideia de sexo a três te incomoda, por favor não leia.

    OO?????

    vilm@

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  7. DOIS OLIVER?????????????

    QUERO MAIS!!!!!!!!!!!!

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