25.12.12

It Came Upon a Midnight Clear

EspecialChlollieChristmas
Título: Na Claridade da Meia-Noite
Resumo: Oliver encontra alguma clareza com a ajuda de uma fonte inesperada na noite de Natal.
Autoraschloeas e dl_greenarrow
Classificação: PG-13
Banner: geek_or_unique





Oliver está parado na ponte, olhando para o rápido movimento da água abaixo e então tomando outro gole da garrafa de uísque em sua mão. Fungando, ele corre as costas da mão no nariz. Ele tinha matado um homem. Ele tinha matado um homem, e culpado outro pelo crime. E os outros crimes, os que eram ainda piores, isso o assombrava toda vez que fechava os olhos... ele estremeceu. Estava cansado. E o que mais queria era que tudo acabasse logo, de uma vez por todas. Ele balançou a garrafa agora vazia e a atirou da ponte, vendo-a desaparecer na escuridão.

Fechando os olhos, ele ficou imóvel, sentindo o ar frio tocar sua pele.

"É isso mesmo que você quer?" Uma voz disse por sobre seu ombro.

Ele se encolheu um pouco à voz. A voz que não ouvia há anos, mas da qual ainda se lembrava tão vividamente. "Você não é real."

"Eu sou tão real quanto você me faz ser", ela respondeu, aproximando-se dele.

"Eu estou alucinando, estou bêbado." Ele não abriu os olhos.

Ela colocou a mão em seu ombro. "Não era isso que queríamos de você."

Oliver estremeceu enquanto as lágrimas ardiam em seus olhos involuntariamente. "Eu sei. Eu sinto muito por tê-los desapontado."

"Você não nos desapontou, você fez muita coisa apesar de tudo. Estamos muito orgulhosos de você."

"Como? Como vocês podem estar orgulhosos?" Ele balançou a cabeça. "Eu matei alguém. O marido de uma das minhas melhores amigas está morto por minha causa. Tudo está um caos. Todos estariam melhores se eu nunca tivesse aparecido."

"Isso não é verdade, Ollie", ela disse baixinho. "Você fez coisas maravilhosas pra muita gente."

"Não importa, Mãe. Nada disso importa", ele sussurrou, abrindo os olhos e observando a água mais uma vez.

"Pense em todas as vidas que você salvou", ela disse baixinho. "Todas as pessoas que você ajudou, o que seria delas agora se você não estivesse lá?"

Oliver balançou a cabeça. "Não sou mais esse cara."

"Você pode achar que não agora, mas você é", sua voz era suave enquanto inclinava a cabeça para olhar pra ele. "Quando elas precisarem, você ajudará novamente."

"Não", ele disse suavemente. "Porque elas não precisam de mim. Elas vão ficar bem."

"Você está errado, filho", ela sussurrou pra ele. "Elas estariam perdidas sem você."

"Você não sabe disso. Você nem está aqui de verdade", ele respondeu.

Ela ficou em silêncio por um momento, então sua mão caiu do ombro dele e ela a estendeu, "deixa eu te mostrar."

Ele fungou, então se virou para olhar pra ela por um momento, relutantemente pegando sua mão.

Eles desapareceram da ponte e apareceram um momento depois na cela de uma prisão, uma única pessoa sentada ali, de cabeça baixa enquanto olhava para as próprias mãos, os ombros caídos.

Oliver franziu a testa, olhando para AC. "O que está acontecendo?" ele perguntou em confusão, olhando para sua mãe e então de volta para AC.

"Arthur Curry está esperando a extradição, ele foi preso enquanto libertava golfinhos na costa da Coréia do Sul e não tem ninguém pra ajudá-lo a sair dessa situação ou pagar sua fiança", ela disse. "Ele vai ficar na prisão por pelo menos dez anos do jeito que vão as coisas."

Ele prendeu a respiração por um momento, então olhou para AC mais uma vez. "Os outros vão ajudá-lo", ele disse, expirando. "Clark e Bart e Chloe."

Ela balançou a cabeça. "Arthur nunca conheceu Bart sem sua influência, Ollie." Laura disse a ele. "Ele não vê Clark ou Chloe há quatro anos, eles não sabem que ele está aqui."

Ele parou, olhando para o outro homem, então correu as mãos pelo rosto cansadamente. "Ele pode nos ver?"

"Não", ela disse. "E se ele pudesse, não reconheceria você, ele nunca te conheceu."

Oliver ficou em silêncio por um momento. "Certo. Mas eu o ajudei a sair. Isso não é real."

"Este é o impacto que você teve na vida dele, Ollie", ela explicou. "Se não fosse por você, se você não existisse, esta seria a realidade dele agora."

Ele desviou o olhar. "Certo. Eu fiz alguma diferença."

"Você fez muita diferença", ela disse, estendendo a mão mais uma vez.

Ele não respondeu, simplesmente pegou sua mão, se perguntando quando ia acordar deste sonho bizarro.

Eles apareceram num cemitério e Laura parou na frente de um túmulo, mas permaneceu em silêncio enquanto deixava Oliver perceber os arredores.

"Por que estamos em um cemitério?" ele perguntou, franzindo a testa enquanto olhava ao redor.

"Leia o nome", ela disse, apontando para o túmulo.

Ele sentiu o estômago dar nós quando olhou na direção que ela apontou. "Victor Stone", sussurrou.

"Sem você, ele não tem a tecnologia necessária pra continuar vivo", ela disse, baixando a cabeça.

Oliver engoliu em seco, balançando a cabeça. "Ele deveria ficar bem. Ele não deveria acabar assim. Vic é forte, Mãe."

"Ele não teve nenhuma ajuda, Ollie", ela disse, colocando a mão nas costas dele. "Sem você, o time nunca existiu."

"Mas eu não fiz nada demais!" Ele balançou a cabeça, recusando-se a acreditar no que ela estava lhe dizendo. "Claro, eu os encontrei, mas eles estavam fazendo coisas boas sem mim!"

"Sem você, eles não tiveram o suporte ou a direção que você forneceu", ela disse. "Você é a razão pra eles terem se tornado os herois que foram."

"Direção." Ele deu risada, mas sem nenhum humor. "Certo."

Ela olhou pra ele, sua expressão suave mas preocupada. "Victor estava concentrado em se vingar do que Lex fez pra ele. Ele nunca teve apoio do time, de pessoas que compreendessem."

Ele expirou, desviando o olhar dela. "Certo, eu o ajudei com seu equipamento."

"Você o ajudou muito mais, e eu sei que você sabe que ajudou." Ela disse, observando-o atentamente.

"Eu não quero ficar aqui, Mãe", ele sussurrou.

"Vamos embora", ela disse, pegando sua mão novamente e aparecendo num quarto de hotel desta vez. Havia caixas de pizza por todo lugar, mas além disso, nada além de um jovem sentado na cama, seus olhos na televisão em sua frente.

Um fraco sorriso tocou sua boca ao ver o membro mais jovem do time. "Bart", ele disse, olhando ao redor do quarto e então de volta para o jovem. "Ele está vivo."

"Ele está vivo", ela concordou. "Mas olhe ao redor, você nunca optou em comprar aquela comida pra ele, ele nunca teve ninguém lhe estendendo a mão e acreditando nele."

Seu peito apertou a isso. O garoto estava mais magro do que ele jamais tinha visto, parecia cansado e como se estivesse apenas sobrevivendo. Ele engoliu em seco e lentamente se aproximou da cama, acenando uma mão na frente de Bart, que nem ao menos piscou.

"Ele ainda está roubando. Dinheiro, comida, roupas", ela disse. "Ele nunca teve ninguém pra dizer a ele como usar suas habilidades para o bem, ele faz o que precisa pra sobreviver, mas não deixa ninguém se aproximar porque tem medo do que as pessoas pensariam de seus poderes."

Inesperadamente, Oliver se encontrou tentando segurar as lágrimas. "Ele é um bom garoto", ele sussurrou.

"Eu sei, eu sei", ela disse num sussurro. "Mas ninguém nunca disse isso a ele. Ele nunca conheceu o pai, a mãe nunca deu muita atenção e o tio, que praticamente o criou, morreu pouco depois de Bart desenvolver seu poder."

Ele engoliu em seco, correndo uma mão pelo rosto. "Sim, mas ele tinha Clark. Quer dizer, ele conheceu Clark antes de me conhecer. O garoto lambe o chão que Clark pisa."

"Bart não precisa de ninguém pra idolatrar, Ollie", ela disse, sua expressão entristecida agora. "Ele precisa de alguém em quem se apoiar, alguém que o acolha e mostre o que ele pode fazer."

Oliver descansou uma mão no ombro de Bart, nada surpreso que ele não tivesse olhado pra cima. "Oh."

"Você é um irmão pra ele", ela disse. "Sem você por perto, ele está ainda mais perdido que os outros."

Ele se virou para olhar pra mãe, fungando um pouco. "Eu não sabia disso", ele sussurrou.

Ela sorriu pra ele e assentiu, passando um braço ao redor dos ombros dele. "Você é tão importante na vida deles, Ollie, mais do que apenas um membro do time, você ajudou todos eles a encontrar seus caminhos, sentirem como se pertencessem a algum lugar e sem você, tudo isso desaba."

Ele fechou os olhos, expirando. Quando os abriu novamente estavam em outro cemitério. "Mãe--"

"Estamos aqui pra outros dois", ela disse baixinho, seu braço ainda ao redor dos ombros dele enquanto o conduzia até um túmulo. "Este é o primeiro."

Oliver inspirou secamente enquanto olhava para o túmulo de Jimmy Olsen. "Isso não é possível. Jimmy morreu por minha causa. Se eu não estivesse na vida dele, ele ainda estaria aqui." Ele balançou a cabeça.

"Nunca foi culpa sua, filho", ele sussurrou, balançando a cabeça. "Jimmy foi assassinado durante um assalto, na rua quarenta e dois, ele estava numa loja de antiguidades, olhando as câmeras. Foi logo depois da Quinta Negra, você se lembra daquela noite?"

Ele franziu a testa, e balançou a cabeça. "Não, eu não lembro."

"Foi uma das suas primeiras noites em Metrópolis", ela disse. "Você pegou dois homens armados logo depois de eles terem entrado na loja, você não conhecia Jimmy na época, mas ele estava lá, se escondendo atrás de um dos balcões." Ela respirou fundo. "Sem você, ele tentou reagir, mas não foi rápido suficiente."

Oliver olhou pra ela. "Jimmy estava lá?" Ele balançou a cabeça, então engoliu pesadamente, olhando para o túmulo seguinte.

O sangue desapareceu de seu rosto. "Não", ele sussurrou, indo rapidamente até ele.

Laura suspirou e o seguiu. "Muita coisa mudou", ela sussurrou. "Metrópolis é perigosa, tão perigosa quanto Gotham. Clark desistiu de suas habilidades e sem você e o time, a cidade nunca se recuperou dos efeitos da Quinta Negra."

Ele balançou a cabeça, seu peito apertado enquanto se ajoelhava na frente do túmulo, tocando as letras do nome dela. "Não. Lois não teria morrido assim... ela sabe lutar!" ele protestou.

"Ela lutou", Laura sussurrou pra ele. "Ela lutou junto com Chloe, mas algumas situações foram grandes demais pra elas lidarem."

Oliver gelou quando ela falou o nome de Chloe, e então se virou lentamente para olhar pra ela. "Onde ela está?" Seu coração disparou contra o peito. "Onde está Chloe, Mãe?"

Ela pegou a mão dele mais uma vez e agora estavam parados num pequeno apartamento, a sala coberta por recortes de papel, impressões, plantas. Havia facas e armas espalhadas em uma das mesas, duas cadeiras e dois laptops perto das armas, um deles ligado, o outro fechado e coberto de poeira como se não tivesse sido tocado há muito tempo, mas não havia ninguém a vista.

"O que é isso?" ele sussurrou, olhando ao redor confuso. "O que ela está fazendo?" Ele se virou para olhar pra mãe.

"O antigo apartamento de Lois, Chloe vem morando aqui desde a Quinta Negra, sem nenhum dos vigilantes, as duas vinham trabalhando juntas", ela explicou. "Desde a morte de Lois, Chloe vem fazendo isso sozinha", ela disse enquanto um xingamento veio de outra sala à direita deles.

Ele arregalou os olhos pra ela, então foi para o outro cômodo. Ele respirou fundo quando a viu no banheiro, bebendo de uma garrafa de uísque barato e voltou a atenção para a agulha em sua outra mão. Ele empalideceu ao ver o sangue correndo em sua lateral enquanto ela dava pontos em si mesma. "Oh, meu Deus."

"Desde que Clark desistiu de seus poderes, ela sentiu como se fosse sua responsabilidade continuar de onde ele parou", Laura disse, mantendo sua distância do banheiro. "Ela e Lois estavam indo bem, mas depois de Lois ser assassinada, ela não conseguiu se focar do mesmo jeito. Quase não sobreviveu a esta noite."

Ele correu as mãos pelo rosto, sentindo-se enjoado. Ele se aproximou dela, seu peito apertado. "Eu sinto tanto", sussurrou. "Eu não vou deixar isso acontecer com você."

Chloe terminou de dar os pontos e se afundou no chão com a garrafa na mão enquanto pressionava uma toalha na pele recém suturada.

"Isso não vai acontecer", ele sussurrou, resolução em sua voz. Ele virou o rosto pra sua mãe. "Leve-me de volta."

Laura lhe ofereceu um sorriso suave e assentiu, colocando uma mão em seu ombro, o apartamento bagunçado desaparecendo e sendo instantaneamente substituído pela ponte em que estava antes. 

Oliver abriu os olhos lentamente e se encontrou olhando para a água gelada mais uma vez. Estremecendo, ele se afastou, assustado quando viu o movimento pelo canto dos olhos. Ele piscou, virando o rosto para a loira que estava olhando pra baixo. "Chloe?"

Chloe piscou, seus olhos marejados e arregalando quando olhou pra cima. "Oliver?" Ela arfou, as mãos tremendo, o peito dolorosamente apertado.

"O que você está fazendo aqui?" Seus próprios olhos arregalados enquanto se aproximava dela.

"Eu perdi você", ela arfou, aproximando-se. "Eu achei que você tivesse..." ela parou, a voz trêmula enquanto olhava para a água novamente.

"Não", ele sussurrou, balançando um pouco a cabeça, testa franzida. "Não, eu não... Eu não pulei..." Ele estendeu as mãos e as descansou nos ombros dela, encarando-a por um segundo antes de puxá-la para um abraço apertado.

Ela fechou os olhos com força e passou os braços ao redor dele, segurando-o com ela, seu coração disparado.

"Desculpe", Oliver murmurou, segurando-a.

Chloe balançou a cabeça e respirou fundo. "Você não tem que se desculpar", ela sussurrou. "Estou feliz que você ainda esteja aqui."

"Eu não vou a lugar nenhum", ele prometeu, fechando os olhos enquanto relembrava a imagem dela dando os pontos em si mesma.

Ela assentiu levemente e se afastou, seus olhos brilhando com as lágrimas enquanto olhava pra ele. "Você não pode", ela sussurrou. "Precisamos de você."

Oliver engoliu pesadamente, assentindo um pouco. "Eu sei disso agora. Sinto muito ter agido como um idiota", ele sussurrou de volta.

"Não, Oliver", ela balançou um pouco a cabeça, relutantemente se afastando e respirando fundo pra tentar se acalmar depois de seu momento de pânico. "Ninguém culpa você, todos nós temos nosso próprio jeito de lidar com as coisas."

"E de agora em diante, vamos lidar com elas juntos, ok?" Ele estendeu a mão na direção dela.

Chloe piscou algumas vezes e então olhou para a mão dele, surpresa. Ela sorriu um pouco e assentiu, deslizando sua mão na dele. "Ok", ela disse.

Ele respirou fundo e expirou devagar, olhando para o céu. "Que horas são?" ele murmurou.

Ela pegou o telefone do bolso, piscando algumas vezes. "É meia-noite."

Oliver se virou pra ela. "É Natal", ele disse.

"É", ela disse baixinho, piscando enquanto olhava pra ele, sorrindo aliviada.

"Feliz Natal", ele sussurrou, olhando pra ela.

Sua expressão se suavizou a isso e ela assentiu levemente. "Feliz Natal."

Ele apertou gentilmente sua mão. "Vamos embora daqui."

Chloe o observou por um momento e apertou sua mão de volta, assentindo um pouco. "Você está bem?" 

Oliver encontrou seu olhar e manteve por um momento. "Acho que sim", ele murmurou. "Aconteceu uma coisa realmente estranha comigo esta noite."

"O que foi?" Ela perguntou, seus olhos no rosto dele enquanto andavam.

Ele prendeu a respiração e expirou devagar. "Você acredita em anjos?"

Ela ergueu as sobrancelhas a isso. "Acredito em fantasmas, então... acho que acredito?"

"Eu tenho quase certeza que um acabou de salvar minha vida", ele admitiu.

"Por que?" Ela perguntou, ficando tensa novamente, apertando a mão dele um pouco mais, ao que parecia ela não estava errada sobre o que ele estava tentando fazer. "O que aconteceu?"

Oliver ficou em silêncio por um momento enquanto caminhavam, instintivamente apertando a mão dela de volta. "Vamos dizer que eu dei uma olhada em como as coisas seriam se eu não existisse."

"Oh", Chloe respirou fundo e olhou pra baixo por um segundo e então de volta pra ele. "Muito ruim?"

Ele engoliu com dificuldade. "Não era exatamente como eu achei que seria", ele disse.

Ela apertou os lábios e balançou a cabeça. "Se você pensou que as coisas seriam melhores sem você, eu mesma poderia ter dito que você estava errado."

"Eu estraguei muita coisa." Ele olhou de lado pra ela. "Mas eu vou consertar as coisas. Pelo menos, o que eu puder."

"Eu não acho que você tenha feito algo errado", ela disse sinceramente. "Mas eu vou te ajudar com tudo que eu puder."

"Idem", ele sussurrou, parando e virando-se pra ela.

Chloe parou também e olhou pra ele, a testa um pouco franzida em confusão.

"Você não está sozinha, Chloe", ele disse, levando uma mão até o rosto dela. "Eu só preciso que você saiba disso."

Ela piscou e desviou o olhar e então assentiu levemente antes de olhar pra ele de novo. "Eu sei", ela disse baixinho, "e você também não está."

Oliver assentiu de volta, então deu um passo a frente e a abraçou, descansando o queixo no alto da cabeça dela.

Chloe suspirou profundamente e o abraçou de volta, ainda mais apertado desta vez. "E se você alguma vez considerar fazer isso novamente, prometa que vai falar comigo."

"Prometo", ele sussurrou, fechando os olhos com força.

Ela relaxou lentamente, mas não muito enquanto também fechava os olhos e mantinha os braços ao redor dele.

"Você, uh, você tem planos pra hoje?"

Chloe apertou os lábios e balançou levemente a cabeça, mas não se afastou. "Não achei que eu fosse estar no clima pra celebrar."

Os braços de Oliver se apertaram um pouco ao redor dela. "Acha que gostaria de passar o dia com um bilionário um pouco exausto?" Sua voz era suave e quase inaudível.

Ela engoliu em seco e assentiu, seus olhos enchendo de lágrimas novamente. "Não consigo pensar num jeito melhor de passar o dia", ela sussurrou, sua voz embargada.

Ele deu um beijo no alto de sua cabeça. "Vamos pra casa."

Assentindo levemente, ela relutantemente se afastou e sorriu um pouco pra ele. "Quando você diz casa... a que lugar exatamente você se refere?"

"Watchtower", ele admitiu. "Mas não pra trabalhar. Só... ficarmos juntos?"

"Ok", ela concordou, hesitando por um segundo e então segurando a mão dele novamente.

Oliver deslizou os dedos entre os dela e lhe ofereceu um suave, embora cansado sorriso. Então ele parecia péssimo, e não se sentia nenhum pouco melhor fisicamente. Mas a exaustão não ia impedi-lo de passar o dia de Natal com Chloe.

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8 comentários:

  1. Show! Esse foi um belo conto de Natal.

    Sofia, eu deixei uma pequena fic natalina nos rascunhos. Não gostei muito dela, mas não chega a ser horrível kkkk

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    1. Também amo esse conto. Oba!!!!!! Vou postar mais tarde e depois mais uma, pra celebrar o Natal com bastante Chlollie!!!! :DDD

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  2. Ana Luíza Bernardo25 dezembro, 2012

    Lindo, lindo, lindo. Amo esse conto de Natal. Não poderia ser mais perfeito para o dia!!!!!

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    1. Que bom que gostou, Ana... Também achei que combinava perfeitamente com o dia!!! :D

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  3. As fics de Natal sempre são cheias de muita emoção, maravilhosas... *-*

    GIL

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    1. Verdade! Que bom que gostou, GIL... :D

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  4. Nossa, fiquei super emocionada aqui. Que história mais linda!!!!!!!


    Patrícia

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    1. Emocionante né, Patrícia? Que bom que gostou! :D

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