1.9.11

She Smiled

Título: Ela Sorriu
Resumo: Como e quando tudo aconteceu.
Autora: sarcastic_fina
Classificação: NC-17
Categoria: Angst/Romance




A primeira vez que ele começou alguma coisa, ela tinha acabado de sair do banho. Água descendo pelo pescoço, pingando do cabelo. Havia algo tão doméstico em ter uma mulher em seu apartamento, desembaraçando o cabelo, e sentada em sua cadeira preferida, com as pernas enroladas embaixo do corpo. Depois de voltar de uma viagem para Maine, ele a tinha encontrado em seu apartamento, se refrescando. Ela tinha ido comandar as comunicações em seu apartamento porque no dela estava enfrentando dificuldades técnicas, e pela primeira vez ele realmente as recebeu de bom grado.

Ela estava tão bonita, as bochechas ainda rosadas pelo calor do banho, o cabelo penteado pra trás e os cachos caindo sobre o rosto. Podia sentir o cheiro de seu sabonete nela e o aroma fraco de seu xampú. Ele engoliu em seco; a imagem dela em seu chuveiro, pingando, esfregando o sabonte sobre a pele... De repente, sua calça estava muito apertada e havia um notável aperto em seu baixo ventre. Tinha sido sempre cuidadoso em vê-la como uma amiga e parceira, mas havia momentos em que o quanto ela era mulher o derrubava.

Mais tarde ele diria que estava apenas cansado, que não estava pensando direito, mas um momento depois ele tinha cruzado o espaço, sentado no braço da cadeira e pego a escova. Gentilmente, penteou o cabelo dela, e se encontrou distraído pelas várias cores que encontrou. De longe ela parecia apenas loira, mas fios castanhos se misturavam ao seu cabelo amarelo-sol. Ele podia vê-los se enrolando perto do pescoço e perto do ouvido. Ela não o parou, mesmo quando seu cabelo estava completamente livre dos nós. Ao invés disso, ela fechou os olhos, recostou-se em sua perna e jogou a cabeça pra trás. De onde estava sentado, ele podia ver as sardas na ponte de seu nariz, podia contar cada um de seus cílios.

Gotas de água fria deslizavam por sua têmpora, seguindo as linhas de seu rosto, arrastando os olhos dele a fazer o mesmo. Ele podia ver o aperto em seu pescoço, a fraca linha de arrepios enquanto sua pele sentia frio. O robe que ela estava vestindo se derramava sobre seus seios; os olhos dele não tinham como escapar enquanto seguiam a gota de água descer por sua garganta, ao longo de sua clavícula, diminuindo a velocidade antes de descer para dentro do tecido. Ela parecia tão macia, uma imagem muito diferente da controlada Watchtower que ele sempre testemunhava. Ele jurou, olhando pra ela, que quase podia ver o pulsar de seu coração, entre aqueles seios exuberantes.

Finalmente, depois do que pareceu mais longo do que o aceitável, sua mão parou. Ela abriu os olhos lentamente, afetuosos e claramente relaxados com aquele brilho verde. Ele não tinha nenhum pensamento específico em sua cabeça; de fato, ele não estava pensando em nada. Mas quando se inclinou pra frente e a cabeça dela caiu mais pra trás, ele sentiu o coração pular um pouco dentro do peito. Ela tinha os lábios suaves, quentes, e tinha o sabor de seu enxaguatório bucal. Ele sorriu. Segurou abaixo da mandíbula dela, seu polegar a acariciando ternamente. A cada aproximação de seus lábios, ela expirava e ele inspirava, a intimidade além de qualquer coisa que ele se lembrava de ter compartilhado. O beijo foi curto, mas quando a língua dela acariciou a parte interna de seu lábio superior, ele sentiu um desejo avassalador de não parar. Quando ele se afastou, os olhos dela estavam fechados. Ela lambeu os lábios e sorriu.

Ele queria mais. Ela também. Mas eles deixaram assim, a linha ainda muito presente entre os dois.

Ela ficou em seu quarto de hóspedes, muito cansada para voltar para seu apartamento, e ele passou a noite inteira acordado, pensando nos lábios dela e em como desistiria de tudo só pra poder beijá-los novamente.

A segunda vez que ele começou alguma coisa entre eles, ela tinha quase se afogado durante uma missão que tinha dado horrivelmente errada. AC tinha encontrado um laboratório que estava juntando genes humanos com os de animais aquáticos e ele iria destruí-lo, e salvar todas as espécies. Chloe tinha caído dentro do tanque depois de um embate com um guarda enquanto tentava chegar ao computador principal. Quando ela afundou sua perna ficou presa nos fios e tubos que estavam no fundo do tanque. Presa embaixo da água ela lutou para se libertar mas só conseguiu usar sua última reserva de ar. Quando Oliver a encontrou, ela estava cobrindo a boca com as duas mãos como se achasse que de algum jeito ia conseguir sobreviver com o resto de ar que ainda tinha.

Alguma coisa despertou dentro dele quando a viu ali, tão indefesa. Ele reagiu em puro instinto, atravessando a sala, pulando dentro do tanque e cortando tudo o que a prendia lá embaixo. Um braço em volta de sua cintura, ele nadou com ela até o alto, erguendo-a e segurando-a enquanto ela tossia a água salgada. De volta ao seu normal, ela ajudou a concluir a missão e eles saíram o mais rápido possível. Sentado em seu avião durante a viagem pra casa, ela vestiu um dos robes verdes dele com o logo da Queen Industries. Enrolada no fundo do avião, olhando pela janela, ela ainda estava ensopada e cheirava a peixe.

Quando se sentou ao lado dela, ele não disse nada. Ao invés disso, a puxou para seus braços, a aconchegou contra seu peito e acariciou suas costas. Ela o abraçou com força, tremendo já que continuava com frio. Com a equipe há muito tempo adormecida na parte da frente do avião, ele fez algo que qualquer outra pessoa teria lhe dado um tapa. Puxando-a para o seu colo, os joelhos dela do lado de cada uma de suas pernas, ele começou a abrir o robe, olhando pra ela enquanto o fazia. Ela não disse uma palavra, simplesmente olhou de volta pra ele. Abrindo o robe, ele viu a pele suave que pra sempre perseguiria suas fantasias. Curvas suaves, seios cheios que endureceram quando o ar frio os atingiu, ela era deslumbrante. Engolindo de volta seu desejo, ele abriu sua própria camisa, com um meio sorriso enquanto ela terminava de abrir a camisa pra ele. Segurando os quadris dela com mais força do que tinha a intenção, ele a puxou contra ele até estarem pele contra pele, completamente nus. Ela estremeceu uma vez, relaxou, e começou a aquecer. Ele passou os braços ao redor dela, acariciando suas costas até ela adormecer em seu colo, a cabeça deitada em seu pescoço.

Com a respiração dela quente e lenta contra seu pescoço, ele se recostou e sentiu seu próprio corpo relaxar. Normalmente, depois de uma missão ele ficava agitado, ligado, mas com ela ali, sua única responsabilidade ou pensamento, cada músculo de seu corpo relaxou. Acariciando o cabelo dela distraidamente, ele olhou pela janela do avião, observando o sol nascer, pintando o céu e ela em raios etéreos de beleza. De vez em quando ela se mexia contra ele, suas mãos procurando apoio antes de encontrarem seu braço ou sua lateral e então ela relaxava contra ele mais uma vez. Ela só acordou uma vez, assustada, mas então respirou fundo, sentiu o cheiro dele, e voltou a dormir, sabendo que estava segura.

Ele podia sentir cada centímetro do corpo dela contra o dele, o peso confortável e o calor de suas coxas, os curtos cabelos loiros entre eles pressionados em sua barriga, os seios suaves colados em seu peito. Sempre que ela se movia, seus mamilos roçavam levemente a pele dele e mesmo sendo um homem com auto-controle, ele mordia o lábio dolorosamente para se impedir de reagir instintivamente. O cabelo dela, molhado quando havia adormecido, brilhava dourado com a luz do sol. Seus ombros ainda estavam úmidos de quando a cabeça dela estava ali enquanto o resto de seu corpo estava irradiado de calor. Ele odiava a ideia de que eventualmente teria que deixá-la se afastar.

Ele a acordou antes de pousarem, amarrou o robe dela o mais lentamente possível, e quando se separaram agiram como se nada estivesse diferente.

Na terceira vez entre eles, ela apareceu em seu apartamento, ensopada por causa da chuva que caía lá fora. Ele tinha ficado quase um mês fora e embora conversassem pelo telefone e trocassem detalhes do trabalho, ele sentia falta de vê-la pessoalmente. Como era normal, depois de tanto tempo viajando pelo mundo, ele tinha se acostumado com a distância entre eles, de não ver ninguém durante longos períodos de tempo. Mas quando a viu novamente, sentiu como se algo que estivesse faltando tivesse sido encontrado. O peso que havia em seus ombros tinha desaparecido de repente. Ele podia relaxar e pela primeira vez no que pareciam décadas, ele podia respirar.

As roupas dela estavam coladas em seu corpo pequeno, pingando numa poça ao redor de seus pés. Sua expressão dizia tudo; toda a preocupação e determinação evidente em seus olhos. Ele sabia que deveria dizer alguma coisa, começar seus diálogos normalmente sarcásticos, qualquer coisa para evitar o inevitável. Mas antes que pudesse pensar em alguma coisa esperta pra dizer, ele estava parado na frente dela, segurando seu rosto molhado.

"Deus, eu senti sua falta", foi tudo o que ele conseguiu dizer antes de seus sentidos o deixarem completamente. Ele a beijou com força, profundamente, apaixonadamente, com nenhuma intenção de parar.

Ela passou os braços ao redor do pescoço dele, com força, dizendo a ele que não ia soltá-lo dessa vez.

Ele tirou o casaco dos ombros dela, ouviu o barulho dele caindo no chão. A blusa dela estava tão molhada que colava em seu corpo de um jeito deliciosamente sedutor. Os seios estavam bem delineados, os mamilos pedindo atenção, e ele queria arrancar a blusa e experimentar os seios em suas mãos e boca. E foi o que ele fez. Ela não discutiu quando os botões de sua blusa voaram e o tecido molhado caiu no chão segundos depois. Ela simplesmente enterrou os dedos no cabelo dele enquanto ele se abaixava, a pegava no colo e colava a boca em seus seios macios, sua língua girando ao redor de cada mamilo com toda a atenção que ele podia dar. Ela apenas choramingou seu nome, apoiando os dedos em sua nuca.

Ele não perdeu tempo. Virando, correu na direção da superfície mais próxima, encontrando o balcão da cozinha. Depois de sentá-la e dar um passo pra trás por apenas um momento, ele a atacou com vigor, arrancando a camisa de dentro da calça e abrindo-a como tinha feito com a dela. Atirou o tecido longe e se aproximou dela mais uma vez, indo para sua saia, abrindo-a com facilidade antes de agarrar seus quadris arredondados. Erguendo-se, ela o ajudou a tirar a saia. Ficando apenas com os saltos, sua calcinha e a meia-calça preta presa com atraentes ligas, ela era a coisa mais linda que ele já tinha visto.

Ele estendeu as mãos trêmulas até encontrar os joelhos dela e subir as mãos por suas coxas. Ela agarrou a beirada do balcão: seu torso arqueado pra frente, seios pedindo atenção. Ele beijou seu pescoço, seus ombros e desceu até seu peito antes de pegar um doce mamilo em sua boca. Dedos trabalhando nas ligas, soltando-as e descendo-as, ele acariciou suas coxas, fazendo cócegas atrás do joelho, sorrindo quando ela pulou e deu risada. Finalmente vestindo apenas a calcinha, ele agarrou suas coxas e a puxou mais para a beirada. Ela estendeu a mão entre eles, abriu sua calça e a empurrou junto com a boxer, descendo-as por suas pernas, pra longe, antes de segurá-lo com força em sua mão.

Ele disse alguma coisa, se era em inglês ou até se eram palavras reais, não sabia dizer. Mas ele sabia que naquele momento, não ia se separar dela por nada. Um braço ao redor do pescoço dele, ela o puxou até capturar seus lábios, tudo enquanto acariciava seu comprimento, bombeando-o com força. Ele mal se lembrava de respirar, ao invés apenas se inclinando contra ela, mal se segurando enquanto ela usava a língua e dentes e lábios para explorar sua boca. Ela cheirava a chuva; fria, refrescante, livre. Ela usou o pé para empurrar mais a calça, deixando as pernas dela agarrem nas laterais das dele, tão longas e suaves. Ela correu os dedos atrás de seus joelhos e ele deu risada levemente contra seus lábios, abrindo os olhos para olhar pra ela, para assistir enquanto ela olhava pra ele com um tom desafiador. Ela era tão confiante, tão completamente segura dela e dele e deles.

Quando ela o soltou e começou a acariciar sua barriga lenta e metodicamente, ele tanto gostou quanto odiou a perda dela o envolvendo. Se ela não tivesse parado logo, não teria conseguido segurar, mas não podia negar o quando doía. Os dedos dela delicadamente cutucaram seu torso, seguindo os arranhões e cicatrizes com aguçado interesse, provavelmente inventando uma história para cada um. Que uma mulher o conhecesse tão bem era reconfortante. Nem Tess ou Lois, ninguém antes dela, o conhecia tão bem quanto ela. Elas conheciam partes dele, entendiam certas personas que ele mostrava, mas a história toda, e o homem por trás delas, não tinham sido lidas por ninguém além de Chloe. A lógica dizia que isso era a mais provável razão dele estar tão atraído por ela, mas tinha muito mais do que isso. O jeito que ela dava risada, o quanto ela era livre com um simples sorriso. O brilho malicioso nos olhos quando ela fazia algo particularmente astuto. Era o calor que ela tão facilmente trazia a qualquer um e a todos, nunca perdendo sua fé no bem das pessoas; não importando quantas vezes a tivessem ferido. Era assim que ela via nele o que ele achava ter perdido e ela confiou nele o suficiente para ser seu heroi.

Ele queria dizer alguma coisa; queria dizer a ela o quanto este momento significava pra ele. Mas as palavras ficaram presas em sua garganta, e por um momento ele sentiu medo que pudesse quebrar o que tivesse levado a isso, o que a fez ir até ele esta noite. Ele imaginou se de manhã ela iria desaparecer como as outras mulheres, como as debutantes que só o queriam para uma noite de sexo. Mas quando ela estendeu a mão, pressionou o dedo em seus lábios e balançou a cabeça levemente, ele soube que isso não era sobre palavras ou sexo, era sobre expressar o que quer que houvesse entre eles. Então, ao invés de falar, ele tirou o cabelo do rosto dela, seus dedos encharcando da água da chuva. Ele desceu as mãos por suas costas, deleitando-se com o jeito que ela estremeceu ao toque. E ele prendeu os dedos em sua calcinha, deslizando-a dela com lenta precisão, deixando os dedos e suas palmas acariciarem sua pele.

Ela se sentou diante dele completamente nua, sem medo, sem insegurança, e estendeu as mãos, deslizando-as no peito dele antes de prender os braços ao redor do pescoço. Nariz com nariz, ele parou, olhou, sorriu pra ela como se estivesse surpreso e feliz, e ela sorriu de volta. Ele se sentiu inocente por um momento, uma fração de tempo quando seu coração disparou e suas mãos tremeram e se ela tivesse lhe pedido pra falar ele teria gaguejado. Ele não se sentia assim perto de uma mulher desde que tinha dezesseis anos e era apaixonado por uma garota que ele nem se lembrava mais o nome. Sua mente estava consumida por ela, o sorriso, o corpo e o cheiro que invadia cada um dos seus sentidos.

Ela brincou com seus cabelos, acariciou sua nuca. E ele suspirou, inclinando-se pra frente até que suas testas estivessem pressionadas juntas.

Os quadris dela se mexeram, coxas se abriram, e ele sentiu o calor dela queimar sua pele. Ela estava tão molhada, tão quente contra seu membro, ele esqueceu de como respirar. Teve que segurar no balcão para se equilibrar enquanto deslizava dentro dela lentamente, centimetro por centímetro. Ela gemeu contra seu ouvido, arfou e se bateu contra ele, fazendo-o ir mais fundo. Ele teve que segurá-la, fazê-la parar, precisava de um segundo para se controlar. Braços apertados ao redor dela, sua pernas tremeram enquanto recuperava o fôlego. Ela beijou seu pescoço, o acalmou esfregando suas costas com as mãos, tudo isso enquanto o apertava e vibrava ao redor dele.

O corpo dele tremeu, apertou, e um fogo começou a queimar, tomando conta dele até finalmente deixar acontecer. Mãos ao redor dos ombros dela, ele pegou sua boca, a beijou com tanta necessidade que os dois estavam arfando e as unhas dela se cravaram em seus ombros. Do sentimental ao desespero, eles se agarraram e se empurraram um contra o outro, querendo mais, querendo tudo. Erguendo os joelhos dela em sua lateral, ele deslizou para fora dela só para penetrá-la segundos depois com fortes e pesadas estocadas que a fizeram gritar seu nome, a cabeça caindo pra trás.

Sua mente girou com o quanto ele poderia ter tido isso antes, poderia ter tido naquela noite em que ela se sentou diante dele, nua embaixo de um fino robe, recém saída do banho. Como ele podia tê-la amado naquela mesma cadeira, no chão, na cama, e novamente no chuveiro. Poderia ter tido isso no avião depois que ela quase morreu, poderia ter aberto a calça e deslizado dentro dela enquanto ela estava escanchada em seu colo. Mas não o fez, porque estava sendo cuidadoso, não tinha certeza, não queria perdê-la. Mas agora, tudo estava resolvido. Ele a teria, tanto quanto pudesse. E ficaria com ela.

De jeito nenhum ia deixá-la partir, depois disso, depois de tudo que tinha acontecido entre eles. Mão enterrada no cabelo molhado dela, o cheiro de chuva em sua pele quente, o calor das coxas dela ao redor de sua cintura, das mãos dela o puxando mais perto, segurando-o com força, ele não ia perder isso. Ela era tão apertada, tão quente, envolvendo-o fundo dentro dela como se fosse uma volta pra casa depois de um longo tempo. Ele queria estar em todos os lugares ao mesmo tempo, mostrar a ela os mesmos sentimentos. Queria beijar o comprimento das pernas dela enquanto simultaneamente desfrutava da sensação dos lábios dela contra os seus. Acariciá-la dos pés à cabeça, explorando todo seu corpo até ela ficar desesperada por ele como ele esteve por ela esse tempo todo.

Ele deslizou as costas dela contra o balcão, suas mãos encontrando os quadris dela enquanto a penetrava num ângulo diferente. Ela arqueou o corpo, os seios pulando pra frente. Olhando pra ele, dentro de seus olhos, ela estendeu as mãos e cobriu as dele com as dela, entrelaçando seus dedos. Quanto mais fundo ele a preenchia, mais rápido estavam se movendo, ele não podia classificar isso como nada menos que uma conexão. Como uma flecha escapando do arco para encontrar o centro do alvo, ele pousaria exatamente onde sempre quis estar.

As mãos dela se afastaram das dele, segurando os dois lados de seu comprimento ele enquanto deslizava por suas palmas e afundava dentro dela. Havia algo eroticamente íntimo em ter os dedos dela roçando círculos ao redor dele segundos antes dele estar incrustado dentro de seu calor. Ela parecia e sentia o oposto dele; quente e aberta, aceitando, enquanto ele era tão forte, cuidadoso em suas estocadas, e mantendo seu verdadeiro eu escondido. Mas ali estava ela, alcançando-o, e ele estava cegamente caminhando para o seu abraço. Desde o começo, quando ela olhou pra ele com aquele sorriso alegre, ele achou ter conhecido a encarnação de um raio solar. E então encontrá-la bancando a sidekick de um super heroi no tempo livre apenas a elevou em seu conceito. Mas vê-la se colocar em perigo querendo apenas a justiça num mundo que se esquecia disso facilmente, ele não podia deixar de ver uma alma gêmea. E tê-la agora, desse jeito, onde antes ele pensou em ignorar a tensão, o desejo, a conexão avassaladora entre eles, não podia imaginar porque sequer pensou em negar.

"Ollie." Ela arfou seu nome como uma oração, um pedido desesperado, e ele respondeu.

Puxando-a contra seu peito, ele a segurou com força com um braço, o outro preso embaixo da perna dela, erguendo-a ainda mais. Ela choramingou contra seu ombro enquanto ele deslizava exatamente contra seu ponto G. Unhas afundando nos ombros dele, ela arfou em seu pescoço enquanto ele lhe dava tudo que ela queria. Já podia senti-la tremendo, ele prendeu a respiração se segurando. Só depois que ela finalmente gritou e se apertou muito forte ao seu redor e ele sentiu o calor dela se espalhando por todo ele, foi que ele expirou, e com isso, se desmanchou. Ombros caindo, ele caiu pra frente, seus joelhos quase fraquejando enquanto tremia de dentro pra fora. Euforia como nunca tinha sentido antes, tão perto e ao mesmo tempo tão longe. O centro dela estremecendo ao seu redor enquanto a base de sua espinha formigava, seus quadris ainda se batendo contra ela. Molhada agora de suor, ela cheirava mais como ele do que como a chuva. Beijando o pescoço dela, ele não disse uma palavra, ao invés desejou que aquele momento nunca mais acabasse.

Então quando não sentiu mais suas pernas parecerem com gelatina, ele a pegou no colo e a carregou para seu quarto. Ela não protestou e o resto da noite foi passada enroscados sob os lençois, onde ele se certificou de explorar cada centímetro dela, começando de seus pés como ele queria e apenas aumentando seu interesse. O som da voz dela chamando seu nome, implorando para tê-lo dentro dela, seria pra sempre um eco em seus ouvidos. O cheiro, o sabor do calor dela em sua língua, o calor das coxas e braços dela o envolvendo, ele queria tudo isso, uma vez seguida da outra. Só quando os dois estavam exaustos e mal podiam se mexer foi que ela se aconchegou ao seu lado e adormeceu. Os dedos dela acariciando seu cabelo enquanto ela caía em sono profundo.

Era quase meio-dia quando ele acordou, desapontado ao ver que ela não estava ao seu lado. Ao invés disso, ela já estava vestida nas roupas da noite anterior, ainda um pouco molhadas e amassadas. Ela se ajoelhou na cama ao lado dele, o beijou demoradamente, e embora ele soubesse que poderia facilmente convencê-la a ficar, não o fez. Sem uma palavra, ela saiu.

Era uma mistura de emoções, e embora não tivesse corrido atrás dela, era o que desesperadamente queria fazer.

A quarta fez que ele fez um movimento, tinha um plano em vista. O time estava reunido na Torre do Relógio. Clark e Lois discutindo sobre alguma coisa, enquanto isso eles se olhavam o tempo todo, e Chloe estava procurando alguma coisa entre os papeis com uma expressão concentrada. Mandíbula travada, ele olhou ao redor, observando o mundo em que vivia, e isso o fez agir. E decidindo que era melhor tentar e falhar do que desistir e deixá-la ir embora sem nunca saber, ele atravessou a sala. Mão na base da espinha dela, ele a girou, pegando-a facilmente, e com um sorriso à surpresa dela, ele a beijou.

Uma parte dele esperava um tapa, ou mesmo um empurrão e um insulto brincalhão para impedir que os outros soubessem. Mas ela soltou os papeis, passou os braços ao redor do pescoço dele e lhe deu tudo que tinha. O sabor dela estava ainda melhor do que há dias atrás.

Lábios colados, línguas duelando, só quando sentiu uma lágrima escapando pelo rosto dela e caindo no seu, ele diminuiu o ritmo e se afastou. Olhos nos olhos, ela sorriu. Enxugando as lágrimas, ele falou o que há muito tempo queria. "Eu estou esperando por isso, por você, há muito tempo, Sidekick."

Ela deu risada, seus olhos se iluminando com aquela doçura que tinha visto no primeiro dia. Fungando, ela disse. "Talvez da próxima vez você para de ficar querendo e começa a fazer alguma coisa."

Dando um risinho, ele a beijou apaixonadamente. "Mensagem recebida."

Segurando o rosto dele, ela o acariciou. "Eu preciso que isso seja real", sussurrou.

"Não pode ficar mais real que isso..." Ele olhou pra ela honestamente. "Eu estou de corpo inteiro se você estiver."

Ela ergueu uma sobrancelha. "Não estrague isso."

Ele sorriu. "Eu não ousaria."

Beijando-o suavemente, ela suspirou como se um grande peso fosse retirado de seus ombros. "Você sabe que eles vão fazer um monte de perguntas..." ela murmurou, baixo o suficiente para que apenas ele pudesse ouvir.

"Como?"

Ela olhou pra ele com diversão. "Como isso começou? Quando isso começou?"

Ele assentiu pensativo. "Acho que começou no dia que você sorriu pra mim."

Ela franziu a testa. "Eu sorrio pra você o tempo todo."

"Sim e eu nunca me canso."

Ela zombou. "Acho que eles vão querer algo mais explicativo que isso."

Ele deu de ombros. "É tudo o que eu tenho."

Ela franziu a testa ceticamente. "Essa é a história que vamos contar no futuro? Quando as pessoas perguntarem como tudo começou?"

"Você sorriu... e eu já estava perdido." Sorrindo, ele acrescentou. "Ainda estou."

Dando risada, ela balançou a cabeça. "Você não é o único."

"Ótimo." Beijando a testa dela, ele a abraçou com força. "Porque eu estou planejando ficar com você. E te sequestrar não parecia uma boa ideia."

Dando um tapa brincalhão em seu ombro, ela deu risada.

"Pronto para encarar o batalhão de fuzilamento?" ela perguntou depois de um momento.

Ele não queria deixá-la se afastar. Mas sabia que teria que deixar em algum momento.

"Você acha que Lois vai me avisar antes de tentar me matar?"

Sorrindo, ela franziu o nariz. "Mmm, não."

Suspirando, ele perguntou cheio de esperança. "Você pode bloqueá-la enquanto eu corro para a porta?"

A risada dela lhe disse que ele estava sozinho nessa. O lado bom é que ela provavelmente ia cuidar de suas feridas depois. Segurando a mão dela enquanto as pessoas ao redor olhavam pra eles confusas, ele sabia que ela valia à pena.
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12 comentários:

  1. Meu Deus que lindo!!!!!!

    Um poema!!!!!!!!

    Não tenho palavras... a não ser dizer que é lindo, emocionante... emocionante....

    Parabéns pela escolha!!!!

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  2. Ai meu Deus... que linda... acho que me apaixonei por essa fic de um jeito!!!!!!

    LINDA LINDA LINDA LINDA LINDA LINDA LINDA

    Edicleia

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  3. Nossa, sem palavras... é muita beleza...

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  4. Ownnnnnnnnnnnnnnnnn que linda, maravilhosa!
    Tô meio com cara de pateta aqui, na frente do pc, depois de ler.
    E acho que vou ler de novo. kkkkkkkkkkkkkk
    *___*

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  5. Faço minhas as palavras da Ciça, com a diferença que já li umas cinco vezes... é muito perfeita essa fic!!!!!!!

    Patrícia Lorenzo

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  6. Gente... que obra de arte essa fic...

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  7. Linda!Uma delicia.
    Tão cheia de sentimentos, Oliver é cheio de sentimentos e tão intensos.
    Mas pra mim, essa parte ganha "Ele se sentiu inocente por um momento, uma fração de tempo quando seu coração disparou e suas mãos tremeram e se ela tivesse lhe pedido pra falar ele teria gaguejado"...Eu simplesmente amei essa parte.

    Linda fic e linda tradução!!!!!!

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  8. GENTE essa com certeza vai pro top 5 de minhas fav fics.
    Li e reli, linda a maneira que foi escrita, sexy, incrivelmente romântica e poetica.
    E quem diria que Chlollie e água combinam tanto assim hein rs

    Ai nem vou citar quotes favoritos, pq AMEI CADA LINHA DESSA FIC.

    TO AINDA MAIS APAIXONADA PELO Oliver.

    Ai ai amo esses dois!!
    Vilm@

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  9. uauuuuuuuuuuuuu

    noss

    muitooooooooo linda kramba kkkkkk

    (Ela olhou pra ele com diversão. "Como isso começou? Quando isso começou?"

    Ele assentiu pensativo. "Acho que começou no dia que você sorriu pra mim."

    Ela franziu a testa. "Eu sorrio pra você o tempo todo."

    "Sim e eu nunca me canso."

    Ela zombou. "Acho que eles vão querer algo mais explicativo que isso."

    Ele deu de ombros. "É tudo o que eu tenho."

    Ela franziu a testa ceticamente. "Essa é a história que vamos contar no futuro? Quando as pessoas perguntarem como tudo começou?"

    "Você sorriu... e eu já estava perdido." Sorrindo, ele acrescentou. "Ainda estou.")


    AMEIIIIIIIII

    leh

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  10. Amei essa fic!

    Achei linda, poética e envolvente!

    Tb, estou igual a Vilm@, mais apaixonada pelo Oliver.

    Parabéns pela escolha e tradução!

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